Correio de Carajás

Cigarros eletrônicos

Coluna Dr. Nagilson

Coluna Dr. Nagilson

Nagilson Amoury

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Envoltos em um designer moderno, os cigarros eletrônicos possuem diferentes cores, sabores e aromas. Nosso objetivo é de alerta para os perigos relacionados ao uso de Dispositivos Eletrônicos para Fumar, também conhecido como cigarros eletrônicos ou vaporizadores.

      Disfarçados por uma infinidade de sabores e aromas, os cigarros eletrônicos dão, à primeira vista, a ideia de serem uma boa alternativa. Principalmente por parecerem, acima de tudo, inofensivos à saúde. Os vaporizadores, como assim também são chamados, ganharam um espaço muito rápido principalmente entre os mais jovens, reacendendo o debate sobre o tabagismo.

      Por ser mais prático, ter uma aparência mais tecnológica e atrativa e não causar aquele incômodo do cigarro tradicional sobretudo pela diferença de odor, os eletrônicos passaram a ser socialmente aceitáveis em diversos ambientes, principalmente em festas e eventos.

Leia mais:

      Tudo isso é motivo de sobra para fazer com que os usuários nem sequer se considerarem fumantes, intensificando ainda mais o uso. Mas tem um lado dessa história que provavelmente não te falaram e que está por trás de todo esse vapor com aroma de menta ou de chiclete.

      Apesar de parecerem menos prejudiciais que o cigarro tradicional, especialistas alertam que eles oferecem riscos iguais ou até mesmo piores à saúde. Além da nicotina, os dispositivos eletrônicos possuem substâncias cancerígenas e aditivos tóxicos.

      Os cigarros eletrônicos são maléficos à saúde e não são seguros. Não há registros confiáveis sobre os tipos de substâncias e as concentrações que estão presentes nos cartuchos. Os Dispositivos Eletrônicos para Fumar possuem substâncias tóxicas além da nicotina e podem causar doenças respiratórias.

      A pneumologista e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo do HM do Ceará, Penha Uchoa, explica que, por ter uma aparência mais moderna e não gerar o odor característico do cigarro tradicional. Por este motivo o dispositivo eletrônico passou a ser, em parte, socialmente aceito em diversos ambientes, sendo consumido principalmente por jovens.

      É preciso enfatizar que o cigarro eletrônico pode ser tragado de uma forma mais rápida e mais frequente e já dispõe de cartuchos que possibilitam o indivíduo dar 200 tragas em um curto espaço de tempo, o que corresponde a tragadas de 20 cigarros, ou seja, um maço de cigarro convencional, ressalta Penha.

      Enquanto a versão de papel queima por combustão, os cigarros eletrônicos funcionam à base de vaporização. Ao ser aquecido, o líquido existente no dispositivo gera um vapor, que é aspirado e expirado pelo usuário. Em ambos os tipos, a concentração de nicotina acaba sendo equivalente, podendo chegar até 18% em alguns eletrônicos.

      Os danos à saúde podem surgir a curto e longo prazo. Os cigarros eletrônicos são responsáveis por causar doenças respiratórias e pulmonares, como a insuficiência respiratória aguda grave, enfisema pulmonar, doenças cardiovasculares, dermatites e câncer.

       Durante a pandemia de Covid-19, além dos perigos citados, a curto prazo, o uso do cigarro eletrônico pode aumentar os riscos de contaminação pelo coronavírus. Ao fumar, o indivíduo potencializa o risco de contaminação por vírus, pois leva a mão várias vezes à boca, pontua Penha Uchoa, que ainda alerta para o hábito nocivo de compartilhar os vaporizadores.

       As pessoas costumam se encontrar em ambientes fechados, por tempo prolongado e compartilham o cigarro eletrônico entre o grupo, isso aumenta o risco de contaminação tanto de Covid-19, quanto de outros vírus, como a herpes e a hepatite, por exemplo.

       De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são responsáveis por 428 mortes diárias no Brasil e aproximadamente 156 mil óbitos anuais.

* O autor é especialista em cirurgia geral e saúde digestiva.

Comentários

O papel da Colonoscopia II

A colonoscopia é o principal exame recomendado pelos médicos para rastrear e prevenir o câncer colorretal, tumores que afetam o…

O papel da colonoscopia

O câncer do intestino grosso é uma das principais causas de neoplasia maligna no ser humano. Atualmente, um adágio médico…

Linfomas II

     Linfoma é um termo genérico que não se aplica a apenas uma doença, mas sim a um grupo de…

LINFOMAS

O termo linfoma foi descrito pela primeira vez pelo médico Thomas Hodgkin, em 1839. Os linfomas são neoplasias malignas que…

Cigarros eletrônicos

Envoltos em um designer moderno, os cigarros eletrônicos possuem diferentes cores, sabores e aromas. Nosso objetivo é de alerta para…

SÍFILIS II

      É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. A sífilis…