📅 Publicado em 16/06/2026 14h45✏️ Atualizado em 16/06/2026 14h48
O chocolate de ouro de Marabá ganhou seu primeiro prêmio. Criada por Larissa Ribeiro, chocolatier da Aorô Chocolates, a barra “Intenso 70%” alcançou o 1º lugar no ‘Festival Chocolat Xingu 2026’. A vitória coroa um trabalho primoroso desenvolvido pela marca e inaugura um novo momento para Larissa e a Aorô, que se firmam como nomes de destaque na produção de chocolates em Marabá e na região de Carajás.
O produto de Larissa foi reconhecido no festival internacional de chocolate e cacau em Altamira, realizado entre 11 e 14 de junho. O evento movimentou 100 mil pessoas e R$ 25 milhões em negócios. Nos corredores da feira, entre as dezenas de estandes, o chocolate marabaense brilhou.
“Essa é uma vitória em conjunto. Minha, da minha mãe, do meu esposo, meus sogros e de cada produtor, de cada empresa que está junto conosco. A gente preza que os fornecedores sejam paraenses, para fortalecer a nossa cadeia produtiva e ajudar no desenvolvimento local”, explica Larissa em entrevista ao Correio.
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Ela foi a única representante da região de Carajás a participar do festival e sua presença só foi possível graças a uma força-tarefa mobilizada por Alexssandra Mardegan, promotora de Justiça Agrária, João Chamon Neto, secretário Regional de Governo, e pelo vereador Marcos Paulo (PDT), ex-secretário de Agricultura do município.
Participar de festivais de chocolate não é novidade para a Aorô. Recentemente, a marca esteve presente em uma feira em Belém e em um evento internacional em Brasília. Agora, tendo conquistado o primeiro lugar em Altamira, Larissa e seu chocolate ganharam o direito de participar do ‘Chocolat Bahia’ (Festival Internacional do Cacau e Chocolate). E assim, a premiação em Altamira amplia a trajetória da Aorô nos principais eventos de chocolate do país e leva o nome de Marabá para uma nova vitrine do setor.

DO GRÃO À BARRA
O chocolate vencedor na categoria ‘bean-to-bar’ contém folhas de ouro em sua composição e é preparado com um cacau especial. Generosa, Larissa faz questão de destacar que o reconhecimento não pertence apenas a quem criou a barra, mas também àquele que plantou, colheu e beneficiou as amêndoas de onde o chocolate foi extraído.
“O produtor que está junto conosco nessa barra é o João Evangelista. Ele é de uma região premiadíssima, do Tuerê, em Novo Repartimento. Ele tem 16 prêmios nacionais e internacionais pela qualidade da amêndoa”, conta a chocolatier.
A empreendedora relembra que a trajetória da Aorô é acompanhada de perto pelo Correio de Carajás, desde quando o pilão era a principal ferramenta na produção do chocolate. Em 2024, a história de Larissa e sua fábrica foi contada pela jornalista Luciana Araújo, e o trabalho foi o vencedor do prêmio Sebrae de Jornalismo na categoria áudio. Desde então, o empreendimento cresceu e ganha novos produtos a cada ano.
“A gente não cansa de gerar novidades. Levamos para o festival a nova barra de banana com castanha de caju e foi um sucesso absoluto. Mas não venceu as laranjas cristalizadas banhadas em chocolate 60%, essas acabaram num tapa”, conta Larissa, transbordando orgulho.
De uma produção que começou de forma artesanal a uma marca reconhecida em festivais nacionais, a Aorô segue ampliando os caminhos do chocolate produzido em Marabá. Para Larissa, cada nova criação carrega não apenas sabor, mas também a história de uma cadeia produtiva construída no Pará.
