Correio de Carajás

Caminhoneiro agredido por fiscais da Semma sofreu traumatismo craniano

Carlos Linhares registrou BO denunciando agressão dos agentes públicos
Por: Chagas Filho
✏️ Atualizado em 26/06/2026 11h33

Na semana passada, o caminhoneiro Carlos Linhares da Silva registrou um boletim de ocorrência na delegacia, denunciando que foi agredido por fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), em Marabá, durante apreensão de seu veículo. Carlos recebeu cuidados médicos, resgatou seu caminhão e seguiu viagem, mas quando passava pela cidade de Dom Elizeu, passou mal e decidiu ir até o hospital. Foi aí que ele descobriu que a agressão sofrida por ele teve consequências graves.

As coronhadas que ele recebeu na cabeça causaram traumatismo craniano, conforme mostram os exames de Raios-X. Por isso, ele estava passando mal durante a viagem. Além disso, a radiografia mostrou que ele também sofreu uma fratura na clavícula.

Radiografia mostrou também que o caminhoneiro teve clavícula fraturada

O CORREIO entrou em contato por telefone com o advogado Arnaldo Ramos de Barros Júnior, que defende o caminhoneiro nesse caso. O advogado está em viagem, mas afirmou que foi um ato de tortura descabida a um homem trabalhador.

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“Inadmissível, intolerável, que agentes públicos cometam tamanha atrocidade; iremos empreender todos os esforços necessários para identificar todos os agentes envolvidos e o superior hierárquico que coordenou a ação dos demais para que seja apurada as condutas com o rigor da lei”, afirmou Arnaldo, acrescentando que será também ajuizada uma ação civil contra o município de Marabá.

Advogado Arnaldo Ramos: “Um ato de tortura descabida a um trabalhador”

O CASO

Carlos Linhares denunciou à Polícia Civil ter sido agredido e torturado por fiscais da Semma após uma carga de carvão vegetal que transportava ser apreendida por supostas irregularidades. Segundo ele, depois de regularizar a documentação e pagar a multa, foi autorizado a retirar a carga, mas acabou abordado pelos agentes durante o descarregamento. O trabalhador afirma que sofreu agressões físicas, incluindo coronhadas na cabeça, e que fugiu para uma área de mata para escapar dos agressores. Até a publicação da reportagem, a prefeitura não havia se manifestado sobre as acusações.

A imagem é forte, mas é necessária para mostrar o tamanho da violência