Correio de Carajás

Brigada de Marabá é escolhida para nova estratégia de guerra tecnológica e cibernética

A poderosa 23ª Brigada de Infantaria de Selva está entre as cinco unidades estratégicas escolhidas para se adaptar à estrutura militar brasileira a conflitos multidomínio

Dentro da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, o 52º BIS é a maior estrutura do Exército na região

Exército Brasileiro iniciou um processo de reorganização interna voltado para cenários de guerra considerados mais complexos e tecnológicos. A mudança ocorre em meio ao aumento das tensões internacionais, ao crescimento global dos gastos militares e ao avanço de ferramentas como drones, inteligência artificial e armas de precisão.

Segundo informações divulgadas pela CNN, a nova política foi formalizada em abril por meio de uma portaria assinada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva.

O objetivo é adaptar a estrutura militar brasileira a conflitos multidomínio, que envolvem não apenas combate terrestre tradicional, mas também operações digitais, guerra eletrônica, ataques cibernéticos e proteção de infraestrutura crítica.

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Cinco brigadas em prontidão

Dentro dessa estratégia, o Exército passou a mapear ameaças à Defesa Nacional e pretende manter 20% de seu efetivo em prontidão permanente para respostas rápidas.

Na prática, cinco das 25 brigadas da Força deverão operar com elevado nível de preparação. As unidades escolhidas foram a Brigada de Infantaria de Selva, em Marabá (PA); Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro; a Brigada Aeromóvel, em Caçapava (SP); a Brigada de Infantaria Mecanizada, em Campinas (SP); e a Brigada de Cavalaria Blindada, em Ponta Grossa (PR).

A escolha combina tropas especializadas em mobilidade aérea, operações blindadas, infantaria mecanizada e atuação em ambiente amazônico.

Drones, IA e guerra cibernética

O novo planejamento também prevê mudanças na doutrina militar e na formação dos soldados. A avaliação interna é que guerras contemporâneas exigem integração rápida entre inteligência, comunicação, logística, defesa cibernética e sistemas de precisão.

O Exército avalia que conflitos recentes mostraram como drones de baixo custo, sistemas de vigilância e inteligência artificial alteraram o funcionamento do campo de batalha.

A nova política também prevê reforço em áreas como guerra eletrônica, defesa contra drones e proteção de redes digitais estratégicas.

Recursos naturais entram no radar

Além das ameaças militares tradicionais, o Exército considera que o Brasil concentra ativos estratégicos de interesse global, como petróleo, água, alimentos, terras raras, biodiversidade e reservas minerais.

Nesse contexto, a proteção de recursos naturais, redes de energia, telecomunicações, portos e sistemas digitais passa a ser tratada como prioridade estratégica.

O plano também reforça a preocupação com a dependência externa de armamentos e munições. Segundo a análise apresentada pela CNN, o aumento global da demanda militar vem gerando gargalos na indústria internacional de defesa. (Fonte: CNN Brasil)