Com 100% das urnas apuradas, o Pará elegeu seus 17 representantes para a Câmara dos Deputados, que tomarão posse em 1º de fevereiro de 2027. Segundo o resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o MDB formou a maior bancada paraense, com seis deputados. O PL elegeu três; Podemos, PSD e PT ficaram com duas vagas cada; PSB e PP elegeram um deputado cada.
A comparação com a composição eleita em 2022 mostra que o MDB continua na liderança. Naquele ano, a legenda elegeu nove dos 17 representantes do Pará, ou 52,9% da bancada. Em 2026, ficou com seis cadeiras, 35,3% do total.
O PL manteve três deputados, a mesma quantidade eleita em 2022. PT e PSD também conservaram duas cadeiras cada. O Podemos, que não tinha representantes eleitos pelo Pará em 2022, agora terá dois. PSB e PP, que não haviam elegido representantes no estado naquele ano, terão uma vaga cada.
Leia mais:O União, que havia conquistado uma cadeira, não elegeu deputado em 2026. Ao todo, sete partidos terão representantes paraenses na Câmara, dois a mais que na composição eleita em 2022.
A comparação considera a legenda pela qual cada parlamentar foi eleito, não sua filiação atual. Duas mudanças ajudam a explicar parte da nova distribuição: Dra. Alessandra Haber foi eleita pelo MDB em 2022 e pelo Podemos em 2026; Andréia Siqueira passou do MDB para o PSB. Essas trocas alteram o número de cadeiras de cada partido mesmo quando o parlamentar mantém o mandato.
O número de mulheres na bancada federal do Pará não aumentou. Entre as eleitas em 2022 estavam Dra. Alessandra Haber, Elcione Barbalho, Renilce Nicodemos, Dilvanda Faro e Andreia Siqueira. Elas ocupavam cinco das 17 vagas, ou 29,4%.
Na legislatura que começa em 2027, serão quatro: Dra. Alessandra Haber, Renilce Nicodemos, Dilvanda Faro e Andréia Siqueira. A participação feminina cairá para 23,5%, recuo de 5,9 pontos percentuais.
Dos 17 parlamentares que integravam a bancada eleita em 2022, 11 conseguiram a reeleição. São eles Delegado Caveira, Dra. Alessandra Haber, Júnior Ferrari, Renilce Nicodemos, Dilvanda Faro, Priante, Andréia Siqueira, Joaquim Passarinho, Antonio Doido, Airton Faleiro e Raimundo Santos. A permanência desses nomes corresponde a 64,7% das cadeiras.
Os seis eleitos que não faziam parte da atual bancada são Jader Filho, Lu Ogawa, Adriano Coelho, Cássio Andrade, Rogério Barra e Bob Fllay. Eles ocuparão as vagas a partir de fevereiro.
Considerando a substituição de seis dos 17 nomes, a taxa de renovação da representação paraense é de 35,3%. O percentual mede a mudança em relação à legislatura atual. Não significa, necessariamente, que todos os seis estejam iniciando agora um mandato federal.
A saída dos outros seis deputados teve motivos diferentes. Delegado Éder Mauro e Celso Sabino disputaram uma vaga no Senado, mas não foram eleitos. Elcione tentou se eleger deputada estadual. Henderson Pinto, Keniston Braga e Olival Marques concorreram à reeleição para a Câmara, mas não conseguiram manter suas cadeiras. Portanto, nem todos os que deixam a bancada disputaram novamente o mesmo cargo.
A Câmara dos Deputados tem 513 integrantes e é uma das duas Casas do Congresso Nacional, ao lado do Senado. Os deputados federais representam a população e têm duas atribuições constitucionais centrais: elaborar leis e fiscalizar o Poder Executivo.
Eles discutem e votam propostas que podem estabelecer regras nacionais, alterar leis existentes e definir políticas públicas. Os projetos passam por comissões e pelo plenário; muitos também precisam ser analisados pelo Senado.
Outra função importante é a deliberação sobre o orçamento federal. Os deputados participam da análise das previsões de receitas e despesas da União, discutem emendas e acompanham a aplicação dos recursos. Também podem convocar ministros, pedir informações ao governo e participar de comissões de investigação. A Câmara não executa as políticas públicas, mas aprova regras e fiscaliza o Executivo e o uso do dinheiro público.
A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Os votos recebidos pelos candidatos também contam para seus partidos ou federações, que disputam as cadeiras disponíveis em cada estado. Depois da distribuição das vagas, os candidatos mais votados de cada legenda ocupam os lugares conquistados. Assim, a composição partidária depende tanto do desempenho individual dos candidatos quanto da votação obtida por seus grupos políticos.
