Calor e fiação elétrica mal feita são riscos para incêndios, diz Bombeiros / Foto: Divulgação
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Instalações elétricas mal feitas, armazenamentos inadequados e o período de estiagem aumentam os riscos de incêndios em estabelecimentos comerciais. O alerta é feito pelo Corpo de Bombeiros que nesta semana já atendeu ocorrências de incêndios em estabelecimentos comerciais em Parauapebas.

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Uma das ocorrências foi no início da noite da última terça-feira, 23. Um pequeno supermercado na Rua A, no Bairro Cidade Nova, teve um princípio de incêndio no seu depósito, que foi controlado antes de se espalhar, atingir outros ambientes e causar um prejuízo ainda maior.

O controle rápido só foi possível, segundo o subcomandante do 23º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Parauapebas (23º GBM), tenente Joselito Teixeira Silva, porque o gerente do supermercado ainda estava no local, observou a fumaça e acionou a guarnição.

“Por sorte, o gerente ainda estava no local, deu o sinal de alerta e chamou a guarnição, que chegou rapidamente e debelou o incêndio, que atingiu um espaço de cinco a 10 metros quadrados”, diz.

Subcomandante Joselito Teixeira alerta para riscos de incêndios nesse período de estiagem /Foto: Ronaldo Modesto

Segundo o tenente, é muito importante que os estabelecimentos comerciais ou mesmo casas tenham equipamentos para detectar fumaça e calor e que deem alerta para que se possa agir ou chamar ajuda o mais rápido possível, evitando em muitos casos grandes sinistros. “Se formos avisados com mais rapidez, mais rápido daremos a resposta”, orienta.

O subcomandante observou que no forro do estabelecimento foi detectada muita fiação elétrica exposta, o que pode ter sido a causa do incêndio. Ele aconselha aos donos de supermercados ou outros estabelecimentos comerciais que procurem profissionais capacitados para fazer suas instalações elétricas e a revisão delas.

O oficial também orienta que os comerciantes e empresários procurem o Corpo de Bombeiros para regularizar a situação dos seus estabelecimentos quanto a vistorias e medidas preventivas para que se possa prevenir os sinistros, que podem ser de grande proporção, atingindo outros estabelecimentos ou causando tragédias maiores. O tenente ressalta que as empresas precisam ter pessoas treinadas para agir, assim que for detectado um foco de incêndio.

“Quanto mais viaturas dos bombeiros nas ruas, significa mais incêndios e mais prejuízos à população. Então, nós procuramos trabalhar preventivamente, para evitar esse cenário, mas tudo também depende da colaboração da sociedade, principalmente dos estabelecimentos comerciais que têm potencial maior”, ressalta.

Ele chama atenção que agora, no chamado verão Amazônico, a umidade relativa do ar está muito baixa, em uma média de 15% a 20%. Isso, associado às instalações elétricas mal feitas e armazenamentos de mercadorias de forma inadequada, são combustíveis para a propagação de incêndios.

O subcomandante enfatiza que os estabelecimentos geralmente utilizam o máximo possível dos espaços dos depósitos, subindo seus empilhamentos bem próximo às luminárias e do forro, contribuindo também para aquecimento interno do local. Isso pode causar combustão que gera incêndios e, consequentemente, a propagação do fogo é mais rápida.

A mesma coisa é com a fiação elétrica. Ele explica que instalações elétricas inadequadas podem gerar o aquecimento da fiação, devido à sobrecarga de aparelhos, como computadores, frízeres e câmaras frias, e provocar incêndios. “Daí a importância de procurar técnicos especializados para fazer suas instalações elétricas e também o Corpo de Bombeiros para fazer a vistoria”, aconselha.  (Tina Santos – com a colaboração de Ronaldo Modesto)

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