Correio de Carajás

Avulso na eleição

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Avulso na eleição

Seria o desespero da classe política tradicional, algemada ao caciquismo partidário, se o STF tivesse aprovado o parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no qual ela defende a possibilidade de que haja candidaturas avulsas. Ou seja, pessoas que não são filiadas a partidos políticos poderiam disputar eleições.

Pacto e direito

Leia mais:

Raquel sustentou que, com base no Pacto de São José da Costa Rica e por ausência de proibição constitucional, é possível haver candidaturas avulsas no sistema eleitoral brasileiro. O pacto, ratificado pelo Brasil em 1992, prevê a todos cidadãos “votar e ser eleito em eleições periódicas” e “de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções públicas de seu país”.

Esperneio midiático

Até que ponto a mudança de comando nos jornais “O Liberal” e “Amazônia” poderá influenciar na eleição de 2018, sem a presença de Rômulo Maiorana Júnior, presidente executivo defenestrado do cargo pelos cinco irmãos no último sábado? Resposta: isso dependerá da maneira como as pedras vão se mexer no tabuleiro da família Maiorana.

O pai, no expediente

“Rominho”, como é mais conhecido, não aceita a decisão dos irmãos de afastá-lo e já briga na justiça para voltar ao lugar de onde o tiraram. Mas isto, pelo menos nos próximos dias, está descartado. Talvez demore bastante, ou não aconteça. Na capa de “O Liberal”, por exemplo, o nome do fundador, Rômulo Maiorana, voltou a figurar com destaque. Antes, havia sido suprimido.

Candidatura de molho

Três meses atrás, “Rominho”, nas páginas de “O Liberal”, anunciou aos quatro ventos que será candidato, mas não sabia ainda dizer se para o governo do Estado ou Senado. E deixou no ar uma mensagem emblemática: quem decidiria isso seria o governador Simão Jatene.

Ciumada tucana

Óbvio que a declaração provocou cochichos e ciumadas dentro do PSDB. Então, fica no ar a dúvida se o que “Rominho” anunciou era mesmo para valer ou somente balão de ensaio. Ele já renunciou por duas vezes à intenção de ingressar na carreira política. O fará novamente?

Cartorários no forno

O Tribunal de Justiça do Pará está pisando na bola e dando chutões nos bacharéis em Direito aprovados no concurso para cartorário. A indignação é geral. As provas aconteceram em dezembro do ano passado, a lista dos aprovados já foi publicada, mas até hoje, decorridos dez meses, o TJ nunca homologou o certame nem deu posse a ninguém.

Protesto no CNJ

Muitos candidatos largaram tudo que faziam na vida, sacrificaram-se, investiram tempo e dinheiro e agora amargam essa frustração. Por causa disso, já protocolaram até reclamação no CNJ, mas nada acontece. É um silêncio ensurdecedor. Aqui e em Brasília.

 

________________________BASTIDORES______________________

* O quadro de candidatos ao governo do Pará, ano que vem, nem de longe está definido. Além da lei da Ficha Limpa, que deve estar tirando o sono de alguns, há fatos novos que podem mudar muita coisa.

* Aliás, pesquisas que têm sido divulgadas, sobre eventuais preferências de eleitores, além de padecer de credibilidade, não foram registradas na Justiça Eleitoral.

* A terra indígena Cachoeira Seca, entre Uruará, Placas e Altamira, é uma das áreas mais agredidas por empresas madeireiras envolvidas com extração ilegal.

* O pior: há índios que facilitam as atividades criminosas em troca de pagamentos irrisórios, enquanto os devastadores enchem os bolsas e mandam dinheiro para fora do Brasil.

* Comissionados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que recebem R$ 25 mil mensais fizeram doações eleitorais para políticos, em 2014. Dois desses assessores são lotados no gabinete do conselheiro André Dias, ex-deputado.

* O assessor Alan Gomes do Carmo, por exemplo, doou, na campanha de 2014, R$ 20 mil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

* O segundo exemplo, comprovado pelo TSE, é o da assessora Cláudia Rhossard Guimaraes, que doou R$ 22 mil.

 

* A questão é a seguinte: esses dois assessores foram obrigados a doar parte de seus salários? Ou doaram por livre e espontânea e pressão? O MP deveria investigar isso.

 

* No TCE, assim como no TCM, duas casas onde impera o apadrinhamento político, há verdadeiras aberrações por debaixo dos panos. E ninguém se incomoda com isso.

 

* Nas duas casas impera a lei do silêncio.

 

Avulso na eleição

Seria o desespero da classe política tradicional, algemada ao caciquismo partidário, se o STF tivesse aprovado o parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no qual ela defende a possibilidade de que haja candidaturas avulsas. Ou seja, pessoas que não são filiadas a partidos políticos poderiam disputar eleições.

Pacto e direito

Raquel sustentou que, com base no Pacto de São José da Costa Rica e por ausência de proibição constitucional, é possível haver candidaturas avulsas no sistema eleitoral brasileiro. O pacto, ratificado pelo Brasil em 1992, prevê a todos cidadãos “votar e ser eleito em eleições periódicas” e “de ter acesso, em condições gerais de igualdade, às funções públicas de seu país”.

Esperneio midiático

Até que ponto a mudança de comando nos jornais “O Liberal” e “Amazônia” poderá influenciar na eleição de 2018, sem a presença de Rômulo Maiorana Júnior, presidente executivo defenestrado do cargo pelos cinco irmãos no último sábado? Resposta: isso dependerá da maneira como as pedras vão se mexer no tabuleiro da família Maiorana.

O pai, no expediente

“Rominho”, como é mais conhecido, não aceita a decisão dos irmãos de afastá-lo e já briga na justiça para voltar ao lugar de onde o tiraram. Mas isto, pelo menos nos próximos dias, está descartado. Talvez demore bastante, ou não aconteça. Na capa de “O Liberal”, por exemplo, o nome do fundador, Rômulo Maiorana, voltou a figurar com destaque. Antes, havia sido suprimido.

Candidatura de molho

Três meses atrás, “Rominho”, nas páginas de “O Liberal”, anunciou aos quatro ventos que será candidato, mas não sabia ainda dizer se para o governo do Estado ou Senado. E deixou no ar uma mensagem emblemática: quem decidiria isso seria o governador Simão Jatene.

Ciumada tucana

Óbvio que a declaração provocou cochichos e ciumadas dentro do PSDB. Então, fica no ar a dúvida se o que “Rominho” anunciou era mesmo para valer ou somente balão de ensaio. Ele já renunciou por duas vezes à intenção de ingressar na carreira política. O fará novamente?

Cartorários no forno

O Tribunal de Justiça do Pará está pisando na bola e dando chutões nos bacharéis em Direito aprovados no concurso para cartorário. A indignação é geral. As provas aconteceram em dezembro do ano passado, a lista dos aprovados já foi publicada, mas até hoje, decorridos dez meses, o TJ nunca homologou o certame nem deu posse a ninguém.

Protesto no CNJ

Muitos candidatos largaram tudo que faziam na vida, sacrificaram-se, investiram tempo e dinheiro e agora amargam essa frustração. Por causa disso, já protocolaram até reclamação no CNJ, mas nada acontece. É um silêncio ensurdecedor. Aqui e em Brasília.

 

________________________BASTIDORES______________________

* O quadro de candidatos ao governo do Pará, ano que vem, nem de longe está definido. Além da lei da Ficha Limpa, que deve estar tirando o sono de alguns, há fatos novos que podem mudar muita coisa.

* Aliás, pesquisas que têm sido divulgadas, sobre eventuais preferências de eleitores, além de padecer de credibilidade, não foram registradas na Justiça Eleitoral.

* A terra indígena Cachoeira Seca, entre Uruará, Placas e Altamira, é uma das áreas mais agredidas por empresas madeireiras envolvidas com extração ilegal.

* O pior: há índios que facilitam as atividades criminosas em troca de pagamentos irrisórios, enquanto os devastadores enchem os bolsas e mandam dinheiro para fora do Brasil.

* Comissionados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que recebem R$ 25 mil mensais fizeram doações eleitorais para políticos, em 2014. Dois desses assessores são lotados no gabinete do conselheiro André Dias, ex-deputado.

* O assessor Alan Gomes do Carmo, por exemplo, doou, na campanha de 2014, R$ 20 mil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

* O segundo exemplo, comprovado pelo TSE, é o da assessora Cláudia Rhossard Guimaraes, que doou R$ 22 mil.

 

* A questão é a seguinte: esses dois assessores foram obrigados a doar parte de seus salários? Ou doaram por livre e espontânea e pressão? O MP deveria investigar isso.

 

* No TCE, assim como no TCM, duas casas onde impera o apadrinhamento político, há verdadeiras aberrações por debaixo dos panos. E ninguém se incomoda com isso.

 

* Nas duas casas impera a lei do silêncio.

 

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