📅 Publicado em 09/09/2026 11h53✏️ Atualizado em 11/09/2026 09h00
Um homicídio foi registrado um pouco antes de 1h da madrugada desta quarta-feira (9), na Folha 33 (Nova Marabá). O auxiliar de carvoeiro Marinaldo da Conceição, de 52 anos, havia acabado de chegar em casa, vindo do serviço, quando foi abordado na porta da residência e agredido a golpes de faca. Ele ainda correu para dentro de casa, mas morreu na cozinha. Um suspeito chegou a ser preso, mas foi liberado ainda de madrugada.
Ele foi levado para a delegacia porque momentos antes do assassinato ele estaria armado com uma faca, em um bar nas proximidades do local do crime (na praça da Folha 33). Ali, ele teria ameaçado duas pessoas de morte. E foram essas duas pessoas quem acionaram a Polícia Militar.
Quando os policiais procuravam pelo suspeito da ameaça receberam a informação de que um assassinato havia ocorrido naquele mesmo local, justamente a golpes de faca.
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Um dos homens disse que já teve uma discussão anterior com um filho do suspeito e talvez por isso tenha sido ameaçado. Além disso, ele estava aparentemente em surto ou sob efeito de álcool ou outra substância entorpecente quando foi detido, segundo relato da Polícia Militar. Porém, durante a abordagem da PM, ele negou ter assassinado Marinaldo.

A arma do crime (uma peixeira do cabo branco, muito usada em açougues) foi deixada no local do assassinato. Isso permite à Polícia Civil verificar se a impressão digital deixada na arma condiz com a impressão digital do suspeito.
Chama atenção neste crime o fato de que a vítima, até onde se sabe, não tinha envolvimento com nenhum ilícito e tampouco inimigos declarados. Inclusive, quando morreu, Marinaldo ainda estava com o uniforme da guseira onde trabalhava.
Marinaldo tinha quatro filhos, um dos quais trabalhava com ele na mesma guseira e conversou com a reportagem do CORREIO. Ele disse que falou com o pai dentro do vestiário da empresa, por volta de meia-noite, no momento em que chegava para trabalhar e seu pai deixava o turno.

O rapaz disse que não percebeu nada de anormal e conversaram rapidamente sobre um jogo de futebol e outras coisas do cotidiano. Ele mal sabia que aquela seria a última conversa entre ambos.
O filho não estava em casa quando tudo aconteceu, mas seus irmãos lhe relataram que ouviram Marinaldo implorando para não ser morto. Foi quando correram para ajudá-lo, mas já se depararam com ele entrando em casa e não viram mais ninguém.
