Correio de Carajás

Apendicite Aguda

Coluna Dr. Nagilson

Coluna Dr. Nagilson

Nagilson Amoury

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A apendicite aguda corresponde à inflamação do apêndice no ceco, que é uma pequena estrutura localizada no lado direito do abdômen e está ligada ao início intestino grosso. É a condição cirúrgica aguda mais comum do abdômen.

A doença ocorre em todas as faixas etárias, porém é mais frequente na segunda e terceira décadas de vida. A obstrução da luz é fator predominante na produção de apendicite aguda. Os fecálitos são a causa habitual da obstrução do apêndice. Fatores menos comuns incluem hipertrofia do tecido linfoide, aumento de gânglios linfáticos locais, sementes de frutas e vegetais, vermes intestinais, sobretudo Áscaris, e menos comumente tumores do apêndice.

O resultando da obstrução causa dor abdominal inicialmente no abdômen superior ou periumbilical e posterior localização na fossa ilíaca à direita. Podendo evoluir para perda do apetite, febre baixa ou alta se houver perfuração do apêndice inflamado, distensão abdominal, náuseas e vômitos.

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Além disso, a apendicite aguda pode acontecer em virtude de fatores genéticos relacionados à posição do apêndice. Devido à obstrução, pode ainda haver a proliferação de bactérias, caracterizando também um quadro infeccioso que caso não seja tratado corretamente pode evoluir para uma sepse.

A sepse também conhecida como septicemia, é uma condição de resposta exagerada a uma infecção no corpo, seja por bactérias, fungos ou vírus, que acaba causando disfunção orgânica, que dificulta o normal funcionamento do corpo. Por isso, no caso de suspeita de apendicite, é importante ir ao hospital o mais rápido possível, pois pode haver a perfuração do apêndice, caracterizando a apendicite supurativa, que pode colocar o paciente em risco.

O diagnóstico é feito por meio de exames físico, laboratoriais e de imagem. Por meio do hemograma pode-se ser percebido o aumento no número de leucócitos, que também podem ser vistos no exame de urina. Através do ultrassom de abdômen e da tomografia computadorizada também é possível realizar o diagnóstico de apendicite aguda, pois através desses exames é possível verificar a estrutura do apêndice e identificar qualquer sinal inflamatório.

O tratamento para a apendicite aguda normalmente é feito por meio da remoção cirurgia do apêndice com o objetivo de evitar complicações e possíveis infecções. O tempo de internamento é de 1 a 2 dias, sendo o paciente liberado para a práticas de exercícios físicos e outras atividades do dia-a-dia 30 a 90 dias da realização da cirurgia. Muitas vezes também é indicado pelo médico o uso de anti-inflamatórios e de antibióticos antes e após a cirurgia.

Caso a apendicite aguda não seja identificada rapidamente ou o tratamento não for feito da maneira correta, podem haver algumas complicações, como por exemplo: abcesso, que é o excesso de pus acumulado em torno do apêndice; peritonite, que é a inflamação da cavidade do abdômen; hemorragia; obstrução intestinal; fístula em que ocorre uma ligação anormal entre um órgão abdominal e a superfície da pele; sepse, que é uma infecção grave de todo o organismo.

A cirurgia para apendicite, conhecida como apendicectomia, é o tratamento utilizado em caso de inflamação do apêndice. A cirurgia para retirada do apêndice costuma ser feita nas primeiras 24 horas após o diagnóstico da doença, de forma a evitar complicações desta inflamação, como apendicite supurada ou infecção generalizada do abdômen.

A cirurgia para apendicite costuma ser feita com anestesia geral e dura entre 30 a 60 minutos, podendo ser feita de 2 formas: Cirurgia por videolaparoscopia, apêndice é removido através de 3 pequenos cortes de 1 cm, por meio dos quais são introduzidos uma pequena câmera e os instrumentos cirúrgicos. Neste tipo de cirurgia a recuperação é mais rápida e a cicatriz menor, podendo ser quase imperceptível.

Cirurgia convencional, feito um corte com cerca de 03 cm no abdômen do lado direito, necessitando de uma maior manipulação da região, o que torna a recuperação mais lenta e deixando uma cicatriz mais visível. Normalmente é utilizada sempre que o apêndice se encontra muito dilatado ou roto.

 

* O autor é especialista em cirurgia geral e saúde digestiva.

         

     

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