Correio de Carajás

Águia teme não ter onde treinar para disputar a Série D

Com lugar garantido na disputa pela Série D do campeonato brasileiro, o Águia de Marabá tenta planejar a temporada 2023 sem saber ao certo com que tipo de estrutura vai poder contar. Serão dez meses de competição e a preparação da equipe, que há mais de 20 anos acontece no Estádio Zinho Oliveira, atualmente é uma incerteza.

“Eu, sinceramente, estou numa dificuldade muito grande este ano. Não sei nem se a nossa equipe vai conseguir disputar a Série D, que é uma competição de nível nacional. Então, no ano que vem, teremos o Campeonato Paraense e a Série D do Brasileiro e nós não temos onde treinar”, desabafa o presidente do Azulão, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha.

O Estádio Zinho Oliveira, construído na década de 1970, é o palco dos principais confrontos entre equipes de futebol profissional em Marabá. O espaço está sob a gestão da Prefeitura da cidade, mas, de acordo com Ferreirinha, nem sempre está disponível para a preparação do elenco do Águia. “Nós vamos oficiar formalmente a prefeitura para saber como será o ano que vem. Porque, no Campeonato Paraense deste ano de 2022, que foram apenas três meses e meio de competição, nós tivemos momentos em que não pudemos treinar, nossos treinos foram vetados. Imagine em uma competição como a Série D do Brasileiro, que é muito mais longa”, compara Ferreirinha.

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Um dos mais importantes representantes do futebol do interior do estado, o Águia figura hoje entre os maiores clubes do Pará e tem uma história marcada por momentos relevantes. Em alguns dos mais expressivos, o Águia chegou a ser campeão do primeiro turno do Campeonato Paraense, em 2008, e do segundo turno, em 2010. Em 2022, o Azulão terminou a competição em quinto lugar, com 12 pontos, com desempenho que garantiu vaga no Campeonato Brasileiro. Na avaliação do mandatário do clube, se persistirem as dificuldades em conseguir um local para treinar, o Águia pode ser obrigado a levar o mando de campo para outro município.

“Se isto acontecer, perdemos em todos os sentidos… o nosso torcedor vai ficar privado de assistir ao vivo aos nossos jogos, nós teríamos um prejuízo financeiro muito grande porque, jogando em outra cidade, nós não teríamos a renda que teríamos com partidas perto da torcida, sem contar que as despesas para jogar fora são muito maiores. Seria necessário um outro planejamento financeiro”, desabafa.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Marabá informou que o Estádio Zinho Oliveira é disponibilizado sempre que solicitado e que, as poucas vezes em que isto não ocorreu, foi por problemas de agenda do espaço, que é público. A Secretaria de Comunicação informou também que, até o momento, a Secretaria de Esporte e Lazer do município ainda não recebeu qualquer solicitação da diretoria do clube, mas que aguarda o contato com cronograma das competições para garantir que o Estádio esteja disponível.

Enquanto isso, nem se fala em inauguração ou liberação para treino no novo estádio, cujas obras avançam lentamente na atual gestão. (Fonte: Redação do Correio com O Liberal)

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