Logo após a prisão de Bruno Batista Assunção, conhecido como “Burro Preto”, suspeito de ser o assassino de Layane Rodrigues Porto, nesta terça-feira (22), a major PM Luciana Silva, do 4º BPM, e que esteve à frente das investigações, falou à Imprensa na porta da Delegacia da Mulher, bastante revoltada com o episódio e contou como ocorreram as prisões dos dois suspeitos de participação direta no episódio que abalou Marabá e região.
Major Luciana lembrou que Layane sofreu ameaças anteriormente, mas não procurou ajuda junto às forças de segurança para relatar o ocorrido. “Ela orienta as mulheres que estejam em um relacionamento abusivo para que denunciem e confiem que terão o apoio necessário dos órgãos de proteção. Sabemos que a prisão dos envolvidos não vai trazer a vida a Layane de volta, mas outras mulheres precisam tomar a iniciativa de denunciar para não chegarmos a essa situação, porque o atendimento às vítimas é em tempo real”, garante major Luciana.
Bastante incisiva, a oficial encerrou a entrevista com uma frase forte e um recado a quem pensa em praticar crimes contra mulher: ‘Agressor de mulher não vai ter paz no Pará (em Marabá também)”, diz major.
Leia mais:Ela também explicou que a Polícia Militar não cessou a caça aos bandidos desde a hora do crime, tendo recebido várias informações ao longo do dia, que levaram à prisão de Douglas dos Santos Ferreira, ex-namorado da vítima, sob acusação de ser o mandante e de ter pilotado a motocicleta que transportou o assassino na fuga do local do crime. E, também, como encontraram a motocicleta usada para cometer o assassinato.
Por fim, ela revelou que um terceiro envolvido, de prenome Robson, teria cedido logística para fuga e providenciou local em que ficariam escondidos. Ele foi apresentado ontem na Delegacia da Mulher.
