📅 Publicado em 05/11/2026 08h59
O Muay Thai de Marabá vive um momento de franco crescimento e consolidação em alto nível competitivo. Prova disso é o desempenho expressivo da delegação local: dos seis atletas que disputaram o Campeonato Paraense em agosto, cinco garantiram classificação para o Campeonato Sul-Americano da modalidade, que tem início nesta sexta-feira (6), em Bragança Paulista (SP).
O cenário de destaque regional e nacional já começa a render frutos internacionais. Recentemente, dois atletas da região receberam convites oficiais para disputar o Campeonato Mundial, programado para março de 2027, na Tailândia, confirmando o potencial técnico dos lutadores marabaenses.
Para o desafio em solo paulista, a delegação conta com nomes de peso como Gabriel Soares, Eliezer Souza e Kawa Kenzo, que carregam expectativas elevadas de pódio e de conquista de vagas para o mundial.
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“A expectativa é primeiramente me manter invicto e ser campeão, para assim conseguir uma vaga para o mundial. A gente está saindo do estado para ir para São Paulo. Novos desafios e a gente pretende chegar lá e fazer um bom trabalho, fazer uma guerra”, projeta um dos competidores.
Um dos grandes destaques da equipe é o jovem Kawa Kenzo, de apenas 16 anos e de origem Guajajara. O atleta faz questão de levar sua ancestralidade para o combate, prestando uma homenagem direta à sua avó. “Ela falou para eu não esconder, para mostrar e espalhar para os outros a nossa cultura e de onde realmente viemos”, relata o jovem lutador.
Apesar da excelência técnica e dos resultados expressivos dentro dos ringues, o esporte amador esbarra na falta de incentivo estrutural. Embora cinco atletas tenham conquistado a vaga para o Sul-Americano em Bragança Paulista, apenas três conseguirão viajar para a competição devido a restrições orçamentárias.
Liderados pelo mestre Cordeiro, os competidores e familiares têm se mobilizado por meio de rifas e doações voluntárias para viabilizar os custos de transporte, hospedagem e alimentação.
“A gente está levando com muita luta e sacrifício através de rifa, ajuda daqui, ajuda dali dos pais, familiares e amigos”, aponta o mestre Cordeiro, que reforça o apelo por apoio institucional e de patrocinadores para que os atletas não fiquem de fora de competições decisivas.
