📅 Publicado em 29/10/2026 13h46✏️ Atualizado em 29/10/2026 13h48
Os restos mortais de Alberto Filho, de 21 anos, desaparecido em 26 de setembro, foram encontrados no começo da tarde de ontem, quarta-feira (28), em uma área de mata às margens da rodovia, entre a Vila Sororó e a localidade conhecida como Vila 45. A ossada foi localizada por um trabalhador que realizava serviços de roçagem na região.
Segundo Alzirene Cunha, tia do jovem, o trabalhador identificou a parte traseira de uma motocicleta Honda Pop 110 branca, parcialmente encoberta pela vegetação. Após fotografar a placa e consultar as informações do veículo, ele chegou à possibilidade de que a moto pertencesse a Alberto. No local, também percebeu um forte odor, e os restos mortais estavam a aproximadamente cinco metros da motocicleta.

Alberto havia saído de Parauapebas com destino a Marabá e, posteriormente, seguiria para São Pedro da Água Branca, no Maranhão, onde vivem familiares, mas nunca chegou. Desde então, a família procurava informações sobre o paradeiro do jovem e mobilizava pessoas para compartilhar o caso, o que foi divulgado pelo Correio de Carajás.
Leia mais:
A identificação oficial ainda depende de exame de DNA, contudo, de acordo com a tia, roupas e documentos encontrados no local, além de um celular próximo à motocicleta, reforçam que os restos mortais sejam do jovem. Familiares estiveram no Instituto Médico Legal (IML) de Marabá na manhã desta quinta (29) para providenciar os procedimentos necessários à confirmação da identidade e à liberação para sepultamento.
“Alívio” após 32 dias
Apesar da dor, Alzirene relatou à reportagem que a localização dos restos mortais trouxe alívio à família após mais de um mês de incerteza. Ela também agradeceu às pessoas que ajudaram a divulgar o desaparecimento, destacando que as informações compartilhadas pela imprensa contribuíram para que o trabalhador chegasse até os familiares.
“Apesar de tudo, a alma está aliviada, o nosso coração, por saber que a gente conseguiu encontrar. A gente vê muitas famílias que não conseguem dar um enterro digno para seu familiar. A gente fica com a nossa dor, mas com a gratidão a Deus por ter conseguido encontrar e ter um desfecho para o caso”, afirma.
A tia informou que o trabalhador que localizou o ponto onde Alberto morreu entrou em contato com o irmão dela, Rogério Cunha, após reconhecer a motocicleta. A família então acionou a Polícia Civil, que mobilizou o IML e a perícia científica para os procedimentos no local. A motocicleta também foi recolhida e ficou à disposição da delegacia.

Possível dinâmica
Tendo em vista o cenário encontrado, a família acredita que o jovem sofreu um acidente de trânsito, mas ainda não há confirmação sobre como ele teria caído ou sobre as circunstâncias da morte. Segundo Alzirene, a vegetação alta encobria tanto a motocicleta quanto os restos mortais, que estavam entre áreas de mato fechado.
Ela relatou ainda que havia sinais de vegetação escurecida próximo à moto, mas não soube precisar o que teria provocado a situação nem se o veículo desligou em decorrência de uma possível queda. A dinâmica do ocorrido e as circunstâncias da morte dependem de apuração das autoridades. “Poderia ter achado antes? Poderia ter achado com vida? Se ele caiu, ainda estava vivo? São perguntas que ficam”, lamenta a tia.
