Correio de Carajás

Presos por morte de ex-prefeito poderão ser transferidos para Goiás

Expedito e Wesley foram alvos de mandado de prisão temporária/ Fotos: Divulgação
Por: Da Redação com informações de Evangelista Rocha

Wesley Nascimento Morais e Expedito Saraiva, presos nesta sexta-feira (16), aguardam uma decisão judicial que poderá determinar a transferência deles para o Estado de Goiás. Presos no sudeste do Pará, os dois são suspeitos de participação no assassinato do ex-prefeito de Pontalina, José Porto de Andrade.

Conforme o delegado Antônio Mororó, superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, as prisões de ambos ocorreram na segunda fase da Operação Carta Marcada, desencadeada em parceria pelas polícias civis do Pará e de Goiás.

Delegado Mororó informa que, além de um mandante, o crime teve mais cinco participantes/ Foto: Evangelista Rocha

Na primeira fase, logo após a morte da vítima, a Polícia Civil de Goiás chegou ao mandante do crime. “Com a apreensão de aparelhos celulares e a partir do interrogatório do mandante, se identificou a participação de outras cinco pessoas. Dentre eles, três indivíduos intermediaram a contratação de dois executores”, explicou o delegado lotado em Marabá.

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Dos cinco, um já faleceu. Dois foram presos temporariamente, ou seja, Wesley e Expedito, e outros dois possuem mandados de prisão abertos, mas ainda não foram localizados.

Prisões

A operação na região sudeste do Pará tinha o objetivo de cumprir mais um mandado de prisão temporária, além dos dois cumpridos, e seis mandados de busca e apreensão, nos municípios de Jacundá e Rondon do Pará. Dentre os presos, um é apontado como participante da execução do homicídio e outro suspeito de intermediar a contratação dos executores.

José Porto foi atingido por disparos de arma de fogo em 21 de julho de 2026, em Pontalina, e faleceu em 5 de agosto. A investigação aponta que o crime foi encomendado após uma desavença entre a vítima e o suposto mandante. O aprofundamento das diligências revelou uma cadeia de contratação e pagamentos envolvendo intermediários e executores ligados ao Pará.

Durante as buscas em Jacundá e Rondon, diversas armas de fogo foram encontradas na residência do intermediário, situada em uma fazenda. No imóvel do investigado apontado como participante da execução, foi localizada uma pistola TS, calibre 9 mm. Além do cumprimento das prisões temporárias, foram lavrados três autos de prisão em flagrante relacionados à manutenção ilegal das armas apreendidas.