Ishii marcou seu nome na história do nosso esporte ao conquistar a primeira medalha mundial do país, no Mundial de Ludwigshafen 1971, e a primeira medalha olímpica do judô brasileiro, nos Jogos de Munique 1972, ambas de bronze na categoria até 93kg.
Sua trajetória é marcada pelo pioneirismo, pela dedicação incansável ao judô e por um legado incalculável dentro e fora do tatame. Seu exemplo continuará inspirando por muitos e muitos anos.
A CBJ se solidariza com a família, os amigos e toda a comunidade do judô neste momento de dor e despedida”, diz a nota.
Ele veio para o Brasil em 1964 após não conseguir vaga na seleção olímpica de judô do Japão. No território brasileiro, ele chegou a trabalhar como agricultor em uma colônia japonesa, em Presidente Prudente, São Paulo.
No tatame ele foi pioneiro para o Brasil e conquistou nossas primeiras medalhas na modalidade em olímpiadas e em mundiais. Em 1971, ele conquistou a medalha de bronze no mundial em Ludwigshafen, na Alemanha.
No ano seguinte, também em solo alemão, mas dessa vez em Munique, ele repetiu o feito e levou o bronze nas olímpiadas daquele ano. Chiaki também faturou quatro ouros em campeonatos pan-americanos em 1970 e 1972 nas categorias até 93 kg e aberto.
O presidente da CBJ, Paulo Wanderley falou sobre a morte do ídolo e ressaltou o legado de Ishii para o judô brasileiro.
“Hoje, o judô brasileiro se despede de uma de suas maiores referências. Chiaki Ishii foi um pioneiro que acreditou no potencial do Brasil e ajudou a mostrar ao mundo a força da nossa modalidade. Sua história não está apenas nas medalhas que conquistou, mas também nos atletas que formou, nos ensinamentos que compartilhou e no caminho que abriu para tantas gerações. Sua contribuição jamais será esquecida. Que sua memória permaneça viva em nosso esporte e continue inspirando todos aqueles que vestem um judogi”, disse.
Chiaki foi homenageado pela CBJ com o Kodansha 9º Dan, premiação de honra ao mérito da entidade. Além disso, foi premiado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, um reconhecimento para atletas brasileiros de destaque e foi convidado para o Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).