Correio de Carajás

Feira de Artesanato do Círio projeta R$ 5 milhões em negócios e 110 mil visitantes

A 14ª FAC, do Sebrae, impulsionou negócios para 300 empreendedores paraenses, destacando bioeconomia e a inclusão social.

Bonecas artesanais de crochê da Nossa Senhora de Nazaré em exposição
A feira trouxe visibilidade aos pequenos empreendedores paraenses na época de Círio / Fotos: Relry Aviz
Por: Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 14/10/2026 10h43

A 14ª edição da Feira de Artesanato do Círio (FAC) se encerra nesta quarta-feira (14) em Belém e segundo a organização, a expectativa foi de movimentar R$5 milhões em negócios e cerca de 110 mil visitantes passaram pelo evento. Realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o evento reúne quase 300 empreendedores de 29 municípios paraenses em uma estrutura de 5 mil metros quadrados, com artesanato, gastronomia, atrações culturais e produtos ligados à bioeconomia.

O empreendedorismo feminino foi um dos pontos destacados pelo superintendente

Segundo o superintendente do Sebrae no Pará, Rubens Magno Júnior, a feira é resultado de nove meses de preparação e representa uma oportunidade de ampliar o alcance dos pequenos negócios paraenses, especialmente durante o período do Círio de Nazaré, quando a capital paraense recebe visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

A expectativa de público supera o resultado de dez anos atrás, quando a feira recebia aproximadamente 30 mil pessoas. Em 2025, o evento ultrapassou a marca de 100 mil visitantes. Para este ano, apesar da meta inicial chegar a 110 mil, a organização espera superar esse número.

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“Nosso briefing era de R$4 milhões, mas colocamos para R$5 milhões porque queremos que as pessoas faturem. Por trás de cada negócio existe uma pessoa, por trás de cada CNPJ existe um CPF ou alguns CPFs. A renda adquirida é para sustentar as pessoas, para ajudar famílias”, destaca Rubens.

Artesanato, gastronomia e inclusão

Criada inicialmente como Feira do Miriti, a FAC passou a adotar o nome atual há 14 anos, ampliando o espaço para outras tipologias de artesanato e atividades econômicas. Além dos tradicionais brinquedos de miriti, o público encontra biojoias, biocosméticos, produtos de comunidades tradicionais e indígenas e itens relacionados à gastronomia paraense.

A programação também incluiu apresentações culturais e o projeto “A Casa Como Ela É”, que demonstra possibilidades de utilização decorativa dos produtos comercializados na feira. Uma parceria com os Correios permite que os visitantes comprem peças e solicitem a entrega em outros lugares do Brasil e do mundo.

O miriti é uma das matérias-primas de empreendedores regionais

Outro destaque é a participação de empreendedores que enfrentam dificuldades para permanecer no mercado de trabalho. Entre eles estão mães de pessoas autistas, mulheres em tratamento oncológico e uma cooperativa formada por mulheres privadas de liberdade, que encontram no empreendedorismo uma alternativa de geração de renda.

“O que nós estamos fazendo é entender cada vez mais e levar para a sociedade que ser plural é ser normal. A gente precisa ser plural e promover a inclusão das pessoas que realmente precisam”, afirma Rubens.

A feira reuniu artesãos paraenses e consumidores durante o período do Círio de Nazaré, contribuindo para a divulgação dos produtos regionais e a realização de negócios. A movimentação de visitantes também abriu espaço para que os expositores alcançassem novos públicos e ampliassem as vendas.