O manto do Círio de Nazaré 2026, que veste a Imagem Peregrina nas ruas de Belém, foi apresentado na noite desta quinta-feira (8), após uma missa na Basílica Santuário de Nazaré. A criação e a confecção são assinadas por Artur Maciel.
A peça foi inspirada no tema do Círio deste ano, “Maria, missionária que nos dá Jesus”. Concebido como um manto singelo, em referência à simplicidade de Maria, o trabalho começou por volta da Semana Santa.
Além de Artur, outros profissionais participaram da produção. Veja quem assina cada etapa:
Leia mais:
- Criação e confecção: Artur Maciel;
- Desenho: Celeste Heitman;
- Bordados: Ateliê Artur Maciel e Tammy Yamada;
- Ourivesaria: Marcelo Monteiro.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/u/N/Arg1OsRAyvAFwZpzy7yA/santa-manto-2026-costa.png)
Quem é Artur Maciel?
A trajetória de Artur reúne o trabalho com a moda e a participação nas atividades religiosas da Basílica Santuário de Nazaré.
Romeiro da corda do Círio por 15 anos, ele soma 20 anos de trabalhos pastorais na paróquia. Integrou a organização do Círio das Crianças durante cinco anos e atuou na Pastoral da Acolhida até chegar à função de Guarda de Nazaré.
Apaixonado pelas artes, pelo trabalho feito à mão e pelo estilo clássico na arquitetura e na moda, Artur abriu o primeiro ateliê a partir da confecção de vestidos de uma grife espanhola. Depois, passou a desenvolver criações autorais que levam sua assinatura.
Segundo ele, a afinidade com a moda é uma herança da mãe, Maria de Fátima.
Como o tema do Círio inspira o manto?
A criação deve refletir o tema da festa e transmitir uma mensagem evangelizadora. Cores, adereços e símbolos são pensados para reforçar a devoção a Nossa Senhora de Nazaré.
Em 2026, a proposta da peça é destacar a simplicidade de Maria, em diálogo com o tema “Maria, missionária que nos dá Jesus”.
A história do manto remonta à origem do Círio, quando o caboclo Plácido encontrou a imagem de Nossa Senhora às margens do igarapé Murucutu. Nos primeiros anos, a peça tinha formato retangular.
Mais tarde, a confecção passou a ser realizada pela irmã Alexandra, da Congregação Filhas de Sant’Ana. Ela produzia os mantos com materiais doados por promesseiros e manteve o trabalho até morrer, em 1973.
Desde então, diversos artistas são convidados para confeccionar o manto, que é renovado a cada ano.
(Fonte:G1)
