📅 Publicado em 02/10/2026 12h14✏️ Atualizado em 03/10/2026 08h14
Uma equipe formada por pelo menos oito pessoas, além do promotor de Justiça Arnaldo Azevedo, promoveu uma batida que durou 5 horas à mansão do prefeito de Marabá Toni Cunha (PL), num condomínio de luxo. Ao longo desse tempo, as equipes do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público do Pará recolheram vasto volume de documentos e outros itens ainda não revelados, tudo colocado em malotes.
O grupo do MPPA, vindo diretamente de Belém, estava em três veículos descaracterizados e os membros do GSI de capuz, como são as ações padrão para investigação de crimes. Os funcionários da mansão esperaram do lado de fora, assim como o sogro do prefeito e ex-secretário de Obras, Italo Ipojucan, que ficou na calçada, o tempo todo ao telefone.

Dentro da residência, Toni e a esposa Lanuzia Cunha, candidata a deputada estadual, acompanharam a blitz.
A ação busca reunir documentos, equipamentos e outros elementos que possam contribuir com investigações sobre possíveis irregularidades em contratos e procedimentos da administração municipal.

Mais cedo, outras equipes do GSI estiveram na Secretaria de Obras, onde fica também o gabinete de Toni Cunha e no Centro Administrativo da Prefeitura, na Folha 26. Em todos esses lugares o grupo saiu com malotes contendo vasto material apreendido.
Toni se defendeu por meio do seu partido, o PL, que emitiu nota contestando a necessidade da ação do MPPA.
