📅 Publicado em 10/09/2026 17h22✏️ Atualizado em 10/09/2026 17h25
Durante esta quinta-feira (10), a Universidade do Estado do Pará (UEPA) promove uma atividade de integração com a Feira Vocacional, iniciativa que aproxima estudantes do ensino médio da universidade e apresenta as possibilidades de formação oferecidas pela instituição pública.
A programação teve início às 9 horas e se estende até as 20 horas, reunindo docentes, acadêmicos e alunos de escolas da região em uma experiência de contato direto com os cursos, laboratórios, projetos e diferentes áreas de atuação profissional.
A proposta é contribuir para que os estudantes conheçam as opções disponíveis antes de tomar uma decisão sobre a carreira que pretendem seguir, além de mostrar, na prática, como funciona o ambiente universitário.
Leia mais:Em entrevista ao Correio de Carajás, a docente do curso de Engenharia Florestal, Chaiane Rodrigues Schneider, destacou a importância do evento, enfatizando a participação dos universitários e dos alunos visitantes. “É uma atividade que não só fortalece os laços dos estudantes que já estão no curso, realizando estágio ou participando de projetos de pesquisa, mas também incentiva que novos estudantes venham usufruir da instituição pública e gratuita”, pontua Chaiane.

Segundo a docente, a área em que atua, por exemplo, possui demanda por profissionais qualificados na região Sul e Sudeste do Pará e em diferentes áreas da Amazônia. “Nós estamos buscando não só falar sobre o curso, mas também apresentar esse mercado que não para de crescer, especialmente porque a Engenharia Florestal foi um dos cursos que contribuiu para a construção do conceito contemporâneo de sustentabilidade”, afirma.
Acadêmicos apresentam possibilidades profissionais
Durante a feira, os universitários assumem o papel de apresentar aos visitantes suas áreas de formação e experiências acadêmicas.
Ao CORREIO, a estudante de Engenharia Ambiental e Sanitária Poliana Martins Silva, de 23 anos, falou sobre a amplitude da profissão. “É um curso maravilhoso. Ele possui diversas áreas de atuação, incluindo tratamento de água e efluentes, gerenciamento de resíduos, monitoramento e licenciamento ambiental”, resume.
Poliana avalia de maneira positiva a oportunidade de apresentar a universidade aos futuros candidatos. “O engenheiro ambiental é um profissional muito diverso. Vale muito a pena vir conhecer.”, pontua.

Acadêmica de Engenharia Florestal, Yohana Barros também participa da linha de frente da programação, com apresentação de projetos. No sexto período, ela explica que um dos principais objetivos é mostrar que a graduação possui um campo de atuação amplo. “O meu curso não é muito conhecido, mas temos várias áreas, como gestão de recursos florestais e naturais, conservação do meio ambiente, conservação da fauna e da flora, manejo, silvicultura e tecnologia da madeira”, sintetiza.

Para Yohana, participar de momentos como este também contribui para a própria formação dos acadêmicos. Ela ressalta a abordagem de temas ambientais relevantes para a sociedade.
“Estamos apresentando a importância da Engenharia Florestal para o mundo, falando sobre queimadas e sobre a importância de evitá-las. Também abordamos áreas relacionadas às mudanças climáticas, ao aumento das temperaturas e a questões como o El Niño. Tudo isso está interligado com a natureza e impacta diretamente a nossa profissão”, ressalta Yohana.
Letras-Libras reforça a importância da acessibilidade
Presente no evento, o curso de Letras-Libras também é apresentado aos participantes. Ao CORREIO, a coordenadora adjunta do curso, Ana Barbosa, ressaltou que a iniciativa é importante para aproximar os estudantes da universidade pública e apresentar a diversidade de graduações oferecidas pelo campus. “Quem passa do lado de fora acredita que aqui é uma universidade particular. Inclusive, às vezes, chegam aqui e perguntam o valor da mensalidade”, relata.
Segundo Ana, a feira permite que os estudantes conheçam cursos de diferentes áreas e façam escolhas mais assertivas. “Este momento faz com que os alunos conheçam todos os cursos”, explica.
A graduação possui papel importante na promoção da acessibilidade e na ampliação do acesso da comunidade surda à educação e à informação. Para Ana, o curso possibilita levar inclusão e acessibilidade às pessoas.

Conhecimento amplia perspectivas para o futuro
Para quem ainda está no ensino médio e se prepara para ingressar na universidade, a experiência também representa uma oportunidade de descobrir novas possibilidades profissionais.
Para a estudante Rebecca Gomes de Souza, de 16 anos, aluna do 2º ano do Ensino Médio, a visita foi marcada pela surpresa com as metodologias apresentadas pelos cursos. “O curso que mais me interessou foi Biomedicina. Eu não era muito interessada, mas depois que ouvi falar sobre ele e como funciona, gostei”, conta.

A estudante assegura que a visita também a fez considerar duas possibilidades profissionais para o futuro, ampliando sua visão sobre os caminhos que poderá trilhar.
Outro estudante que participou da atividade foi Jhonata Aquino Nascimento, aluno da Escola Pequeno Príncipe e participante do projeto da Escola Walkise da Silveira Vianna voltado à preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A visita, segundo ele, ajudou a discernir os cursos e possibilidades profissionais. Inicialmente interessado em Engenharia Civil, Jhonata conta que ficou surpreso ao conhecer melhor a Engenharia de Produção e perceber a amplitude de atuação da área.

Para ele, o contato com o ambiente da instituição contribuiu para ampliar sua visão sobre o ensino superior. “Gostei da faculdade e pude conhecer um espaço de ensino que eu não sabia que existia”, finaliza.
