Correio de Carajás

Preso em Canaã, suspeito é apontado pela polícia como autor da morte de professor em Belém

Por: Theíza Cristhine

Eli Ferreira de Oliveira, de 25 anos, preso pela Polícia Civil em Canaã dos Carajás, é apontado como o principal suspeito da morte do professor Augusto César Siqueira, encontrado morto em 7 de julho, em uma casa alugada no Conjunto Médici, no bairro Marambaia, em Belém. Segundo a investigação, Eli teria confessado o crime, alegado ter agido sozinho e atacado a vítima pelas costas, sem possibilidade de defesa. A polícia também atribui ao homicídio a qualificadora de motivo torpe.

A relação de Eli com a morte do professor veio a público após a prisão dele, já noticiada pelo Correio de Carajás, mas até então sem confirmação oficial da Polícia Civil sobre o vínculo com o caso. O mandado de prisão foi expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém.

Augusto César Siqueira era professor e morava em Altamira, no sudoeste do Pará. Ele passava alguns dias em Belém e havia alugado, por temporada, o imóvel onde foi encontrado morto.

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De acordo com o delegado Eliezer Machado, Augusto e Eli se conheceram pelas redes sociais. Os dois teriam marcado um encontro e seguido juntos para a Ilha de Cotijuba, onde ocorreu um desentendimento. “Os dois se conheceram por redes sociais. Foram para a ilha de Cotijuba e se desentenderam”, detalhou o delegado.

Segundo a investigação, o crime ocorreu após o retorno dos dois a Belém. Augusto teria sido atingido na região da nuca e morrido no imóvel. O suspeito teria fugido logo após o ataque.

“Ele confessou com riqueza de detalhes. Alegou legítima defesa, o que não se sustenta pelo que apuramos. A gente já sabia da qualificadora de meio que dificultou a defesa da vítima, pelo fato de estar despida e ter sido atingida na nuca. Com a confissão, a gente também conseguiu a qualificadora de motivo torpe”, afirmou o delegado Caio André Wassilesvski.

Além do homicídio, existem outras duas investigações relacionadas ao caso, segundo a Polícia Civil. Os detalhes, entretanto, ainda não foram divulgados.

Prisão em Canaã e transferência para Parauapebas

Eli foi localizado e preso em Canaã dos Carajás, onde estaria morando recentemente. Ele é morador de Parauapebas e, segundo o pai, nunca chegou a viver em Belém, embora tenha estado na capital paraense.

Após a prisão, o investigado foi transferido para o sistema prisional em Parauapebas. Como o cumprimento do mandado ocorreu fora da jurisdição do juízo que o expediu, a Justiça determinou que os autos fossem encaminhados à 2ª Vara Criminal de Parauapebas.

Polícia apura possível ligação com outros homicídios

Uma fonte da Polícia Civil informou ao Correio de Carajás que Eli também é suspeito de envolvimento em outros homicídios ocorridos em Belém. Conforme a informação, a investigação aponta que ele teria se encontrado com vítimas antes dos crimes e que os encontros teriam sido marcados por meio de aplicativos.

Até a publicação desta matéria, no entanto, a Polícia Civil não havia se manifestado oficialmente sobre a eventual participação de Eli em outros assassinatos.

“Sempre foi um menino bom”

O pai de Eli conversou com o Correio de Carajás e contou que ficou surpreso ao receber uma ligação do próprio filho informando sobre a prisão. Segundo ele, foi informado de que Eli estaria sendo investigado pela morte de um homem em Belém.

O pai afirmou não acreditar que o filho esteja envolvido em qualquer crime e disse que “coloca a mão no fogo” por ele. Segundo o homem, Eli sempre foi trabalhador e nunca teria causado problemas. “Sempre foi um menino bom. Nunca passou pela delegacia.”

A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias da morte do professor Augusto César Siqueira e verificar se Eli tem relação com outros crimes investigados na capital paraense. (Com Ronaldo Modesto)