Correio de Carajás

Em menos de 10 dias, Polícia Civil indicia dupla por feminicídio de Layane Porto

Bruno Batista Assunção, o ‘Burro Preto', e Douglas dos Santos Ferreira estão presos desde a semana do crime

Douglas, ex-namorado da vítima, e Bruno foram indiciados por feminicídio pela Polícia Civil / Fotos: Divulgação
Por: Da Redação

Em menos de 10 dias, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Marabá concluiu o inquérito policial que investigou a morte de Layane Rodrigues Porto, de 37 anos, registrada no último dia 21, na Folha 21, Núcleo Nova Marabá.

Nesta quarta (30), a Polícia Civil informou ter indiciado os dois investigados pelo crime de feminicídio com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, o que pode aumentar a pena caso ambos sejam condenados. Bruno Batista Assunção, conhecido como ‘Burro Preto’, e Douglas dos Santos Ferreira, ex-namorado da vítima, estão presos desde a semana do assassinato.

Layane foi executada a tiros à luz do dia na Folha 21

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o relatório final será submetido à apreciação do Poder Judiciário e do Ministério Público para as providências cabíveis. Os responsáveis pela investigação optaram por privar Informações detalhadas sobre as provas e as diligências em respeito à vítima, aos familiares e ao regular andamento do processo.

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Agora, o Ministério Público deverá decidir se oferece ou não denúncia contra os dois. Caso ofereça, um juiz vai decidir se a aceita ou não. Em caso positivo, os dois passam a ser réus em um processo criminal que pode levá-los ao Júri Popular.

O crime

Layane foi morta a tiros pela manhã, enquanto aguardava o conserto de sua motocicleta em uma oficina na Folha 21. Câmeras de segurança gravaram um homem de rosto descoberto, se aproximando de onde ela estava e efetuando os disparos. Seria Bruno, que fugiu em seguida em uma motocicleta conduzida por outro homem, identificado como Douglas.

O ex-namorado foi preso poucas horas depois, à tarde, na residência de familiares na Folha 17. Naquele mesmo dia, policiais militares que participaram da ação informaram terem levantado que o homem tinha um histórico de ameaças contra a vítima. Isso foi confirmado ao Correio de Carajás pela mãe de Layane.

No dia seguinte, os policiais chegaram também a Bruno, localizado em uma área de mata na zona estrada do Rio Preto, próximo à Vila Tibiriça. Também na região foi apreendida a moto que teria sido utilizada na execução.