Correio de Carajás

Anvisa proíbe ‘Ozempic Natural’ e suplementos irregulares

Agência determinou a apreensão, proibição de comercialização e distribuição dos produtos. Medidas foram publicadas nesta quinta-feira (6) no Diário Oficial da União.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão, proibição de comercialização e distribuição de medicamentos e produtos irregulares, além de emitir um alerta para um lote falsificado do medicamento Nebido.

As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (6).

Uma das resoluções determina a apreensão e proíbe a comercialização, distribuição e o uso de unidades do medicamento Nebido identificadas com o lote KT0S5T4.

Leia mais:

O produto é um medicamento injetável de longa duração a base de testosterona, indicado para terapia de reposição hormonal em homens com hipogonadismo.

Segundo a Anvisa, a medida foi adotada após comunicado da Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda., detentora do registro do medicamento, informando que não reconhece o lote como original.

De acordo com a empresa, esse lote não foi produzido para o mercado brasileiro nem para qualquer outro país onde o produto é comercializado.

A fabricante também informou à agência que identificou divergências no padrão de impressão dos dados variáveis da embalagem analisada, indicando tratar-se de um produto falsificado.

O órgão também determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes do produto Ozempic Natural.

Segundo a resolução, o produto era comercializado sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa e era fabricado por uma empresa que não possui autorização de funcionamento da agência para fabricar medicamentos. As medidas também se aplicam a todos os medicamentos fabricados pela empresa responsável.

Outra medida atinge os produtos Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold. A agência determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso de todos os lotes.

De acordo com a Anvisa, os produtos eram anunciados e comercializados sem registro, notificação ou cadastro no órgão por empresa que não possui autorização de funcionamento para distribuição e armazenamento de medicamentos.

A resolução informa que as medidas também se estendem a todos os medicamentos oferecidos no site citado no processo administrativo e no perfil indicado da empresa em rede social.

Além disso, a agência proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a fabricação e a importação de todos os produtos de cannabis da Associação Canábica Nordeste (Acanne).

Segundo a resolução, a entidade não possui autorização de funcionamento válida, opera em local incerto e não sabido e há indícios de comercialização de produtos de cannabis sem registro no Brasil.

(Fonte:G1)