Quando Neymar dava seus primeiros passos como profissional, fazia os adversários perguntarem: “Quem é esse?”. Bastavam alguns dribles, um passe improvável ou um gol decisivo para transformar desconhecidos em meros coadjuvantes de uma noite que terminava com seu nome estampado nas manchetes.
Agora, porém, o momento é outro. Incapaz de decidir jogos como antes, o camisa 10 resolveu protagonizar um espetáculo bem diferente. Contra o Remo, chutou Edson Fernando, puxou sua camisa pelas costas para enxergar o nome e, no gesto, tentou reduzir o volante azulino à condição de um anônimo qualquer. Como se o futebol ainda obedecesse ao velho roteiro em que Neymar era o astro incontestável e os demais apenas figurantes.
Mas o tempo, esse árbitro implacável, muda as histórias. Hoje, Neymar já não resolve partidas com a mesma frequência de antes. E, quando a genialidade não aparece, sobra espaço para o deboche, para a irritação e para gestos que pouco combinam com alguém do seu tamanho na história do futebol.
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Curiosamente, o personagem que ele tentou diminuir voltará a fazer aquilo que sempre fez: jogar futebol. Nesta terça-feira, diante de um Mangueirão lotado, Edson Fernando estará em campo defendendo o Remo na partida que vale vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. Neymar, por sua vez, talvez nem entre em campo, devido a compromissos outros.

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.
