Correio de Carajás

Juiz de Marabá é promovido à Terceira Entrância pelo TJPA

Atendendo a critérios de antiguidade e merecimento previstos na carreira da magistratura, 13 magistradas e magistrados foram promovidos

Homem de terno lendo discurso em um pódio durante evento oficial.
O juiz Marcelo Andrei falou sobre o papel transformador ao atuar no interior do Estado
✏️ Atualizado em 04/08/2026 10h23

Bastante querido em Marabá e respeitado na Comarca, o juiz Marcelo Andrei Simão Santos, titular da 2ª Vara Criminal e que já exerceu a função de diretor do Fórum de Marabá, foi promovido à 3ª Entrância do Judiciário do Pará na manhã desta segunda-feira, 3, em cerimônia conduzida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), desembargador Roberto Gonçalves de Moura, no Salão Nobre da Presidência.

Atendendo a critérios de antiguidade e merecimento previstos na carreira da magistratura, 13 magistradas e magistrados foram promovidos, em reconhecimento à trajetória funcional dos magistrados e atendem às necessidades de organização da estrutura do Judiciário paraense, permitindo a recomposição de unidades judiciárias e o fortalecimento da prestação jurisdicional nas comarcas de entrância final.

Foram promovidos por antiguidade as magistradas Flávia Oliveira do Rosário e Helena de Oliveira Manfroi e os magistrados Marcelo Andrei Simão Santos, Cristiano Magalhães Gomes (que já atuou em Marabá), João Ronaldo Corrêa Mártíres, Francisco Daniel Brandão Alcantara, e Júlio Cezar Fortaleza de Lima.

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Pelo critério de merecimento, foram empossadas as juízas Elaine Neves de Oliveira, Rafaela de Jesus Mendes Morais e Fernanda Azevedo Lucena, além de os juízes Rafael Grehs, Márcio Campos Barroso Rebello e João Valério de Moura Junior.

No seu discurso, o presidente do TJPA ressaltou que as promoções pelo critério de antiguidade e merecimento são caminhos que fortalecem uma magistratura preparada para oferecer uma Justiça mais eficiente, humana e próxima da sociedade. “Chegar à Terceira Entrância é mais do que uma promoção na carreira. É o reconhecimento de uma trajetória construída com dedicação, compromisso e fidelidade à missão de servir à Justiça”, afirmou.

O presidente também enfatizou que os novos desafios da carreira exigem, além da excelência técnica, liderança, sensibilidade e capacidade de utilizar a inovação tecnológica para ampliar o acesso da população à Justiça, sem perder de vista o compromisso com as pessoas. Ao concluir, reforçou a importância da atuação humanizada da magistratura. “Julgar exige conhecimento da lei, mas exige também escuta, prudência, equilíbrio e empatia. O exercício da autoridade jamais pode nos afastar das pessoas que temos o dever de servir”, declarou, desejando sucesso aos promovidos e confiança no trabalho que continuarão desenvolvendo em favor da Justiça paraense.

Representando os juízes e as juízas empossadas, o magistrado Marcelo Andrei Simão Santos lembrou do papel transformador ao atuar no interior do Estado, definindo-a como “uma escola não só de Direito, mas também de administração, de liderança e, principalmente, de humanidade”. Em seu discurso, ressaltou os desafios diários enfrentados pelos juízes e pelas juízas para garantir o acesso à Justiça em regiões de difícil acesso e apontou que, embora a tecnologia e ferramentas de inteligência artificial otimizem a gestão judicial, “nenhum algoritmo substitui a independência” e “nenhuma inteligência artificial substitui a consciência de quem, ao assinar uma decisão, sabe que ela poderá mudar a vida de alguém”.

O juiz falou ainda sobre a necessidade de ter serenidade e imparcialidade em um cenário de intensa transformação institucional e forte polarização social. “O juiz não decide para agradar maiorias nem para contrariá-las”, disse. Por fim, ao celebrar a trajetória dos colegas promovidos e ponderar que a chegada à nova entrância traz demandas mais complexas. “Que todos continuem exercendo a magistratura com independência para decidir, humildade para aprender, coragem para enfrentar os desafios e humanidade para nunca esquecer que, por trás de cada processo, existe uma pessoa esperando por Justiça”, concluiu. (Fonte: TJPA)