Correio de Carajás

Corpo de Bombeiros alerta para aumento de incêndios em Marabá e detalha regras de prevenção

Bombeiros têm registrado até 10 chamados diários para combater incêndios/ Foto: Divulgação
Por: Da Redação com informações de Josseli Carvalho

Com o período de estiagem e as altas temperaturas na região de Marabá, o 5º Grupamento de Bombeiros Militar (5º GBM) tem registrado até 10 chamados diários para combater incêndios.

Em entrevista ao Correio de Carajás, o comandante da unidade, coronel Aristides Furtado, detalhou as ações de prevenção e combate a sinistros, destacando que as queimadas urbanas são proibidas e que a limpeza irregular de terrenos representa sérios riscos à saúde e ao meio ambiente.

O oficial também reforçou a obrigatoriedade de sistemas de segurança em empresas, os perigos do uso incorreto de água em redes elétricas energizadas e a atuação integrada da corporação no Sul e Sudeste do Pará.

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Estrutura e Logística Operacional

Para atender à demanda crescente, o 5º GBM conta com equipes diárias reforçadas pelo efetivo da Operação Fênix, em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

O monitoramento de focos de calor é realizado em tempo real por meio de tecnologia de satélite, em articulação com a Defesa Civil e o Censipam, além de apoio tático prestado a órgãos federais como o Ibama e o ICMBio em reservas ambientais.

A área de abrangência do Comando Regional 5 compreende os municípios de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Xinguara, Redenção e São Félix do Xingu. Para suprir a demanda operacional, a corporação investe na formação de novos efetivos, contando atualmente com turmas em fase de conclusão e início de capacitação.

Regras

“No ambiente rural, as queimadas controladas exigem autorização prévia de órgãos ambientais (Ibama ou ICMBio), além de rigorosos cuidados práticos, como a criação de equipes de contenção, confecção de aceiros e vigilância direta para evitar o avanço das chamas para propriedades vizinhas”, explica o coronel.

Já na zona urbana, a prática de atear fogo em lotes e terrenos para limpeza é proibida pela legislação e gera forte impacto na qualidade do ar e na saúde pública, sendo a grande maioria dos focos motivada pela ação humana.

Empresas e estabelecimentos comerciais com CNPJ são obrigados a manter sistemas de prevenção contra incêndio. Estabelecimentos com mais de 750 metros quadrados devem submeter projetos ao Corpo de Bombeiros para a instalação de redes fixas de hidrantes, que passam por vistorias anuais.

Em incidentes envolvendo redes elétricas e fiações superaquecidas, o comandante alerta para o grave erro de tentar jogar água em fios energizados. “A conduta correta consiste em acionar imediatamente os bombeiros e a concessionária de energia para o desligamento seguro da rede”, diz Furtado, reforçando que, embora a segurança pública seja dever do Estado, a prevenção contra incêndios é uma responsabilidade compartilhada com os cidadãos.

A corporação também alerta sobre a gravidade dos trotes telefônicos. Além de passarem por triagem rigorosa do Núcleo Integrado de Operações (Niop), a prática constitui crime e compromete o socorro a ocorrências reais e urgentes. (Da Redação com informações de Josseli Carvalho)