Uma grande parte do comércio da Avenida Boa Esperança, no Bairro Laranjeiras, precisou fechar as portas em caráter emergencial na tarde de terça-feira (21) após um enxame de abelhas se instalar em um poste de energia elétrica. Inúmeras pessoas foram atacadas e, segundo relatos de lojistas, ficou impossível trabalhar ou mesmo transitar pelo trecho. Dois quarteirões foram isolados para a atuação de equipes especializadas.
Um vídeo que circula nas redes sociais registra o cenário de tensão. O comerciante Quívio Santos, da empresa Pisofort, narra os ataques e detalha como a situação afetou o funcionamento das lojas. Ele relata que clientes e funcionários foram ferroados e que a operação para resolver o problema exigiu um esforço conjunto do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e da concessionária de energia elétrica.
Na gravação, é possível observar a movimentação das equipes de resgate usando roupas de proteção e o isolamento completo das vias laterais e frontais, já no período da noite.
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O comerciante mostra as lojas fechadas, incluindo estabelecimentos como a Mais Fruta, e aponta para a grande concentração de abelhas no poste, enquanto as autoridades aguardavam o momento seguro para realizar o manejo dos insetos.
RECORRENTE
O CORREIO apurou junto à concessionária de energia que esta foi a terceira ocorrência envolvendo enxames de abelhas em menos de 20 dias. No primeiro caso, os insetos estavam na fachada de uma loja e, durante o trabalho da equipe de retirada acompanhada pelo Corpo de Bombeiros, uma movimentação fez com que o enxame se aglomerasse na rede elétrica.
No segundo registro, houve ataque à população, com as abelhas instaladas em postes que sustentam rede de média tensão.
Em situações como essas, a concessionária pode realizar manobras na rede, inclusive com transferência de carga entre trechos. Para os consumidores, a operação pode ser percebida como um “pisca” na energia ou uma interrupção breve.
No caso da Avenida Boa Esperança, o fornecimento precisou ser interrompido por cerca de 40 minutos para que as demais equipes atuassem com segurança.

ENTENDA
A presença de abelhas em áreas urbanas exige cuidados específicos para evitar acidentes graves. Especialistas do Corpo de Bombeiros e órgãos ambientais orientam que a primeira medida ao avistar um enxame é isolar o local e manter distância. Movimentos bruscos, gritos, barulhos intensos e odores fortes devem ser evitados, pois podem agitar os insetos e provocar ataques em massa.
Muitas vezes, os enxames encontrados em postes ou árvores são transitórios. As abelhas em processo de migração costumam usar esses espaços como ponto de descanso por um ou dois dias antes de seguirem viagem para estabelecer uma nova colmeia. Nesses casos, a recomendação é apenas aguardar e manter a área isolada.
Quando a remoção se faz necessária, como em situações de risco iminente à população, o procedimento deve ser executado exclusivamente por profissionais capacitados, utilizando equipamentos de proteção individual adequados. A tentativa de exterminar os insetos por conta própria configura crime ambiental e agrava o perigo. Matar uma abelha libera feromônios que atraem e enfurecem o restante do enxame.
Em caso de ataque, a orientação é fugir rapidamente do local para escapar das ferroadas. Se ocorrerem picadas, a pessoa não deve tentar espremer ou puxar o ferrão com os dedos, pois isso injeta mais veneno na pele. O ideal é raspar o ferrão com um objeto de borda reta, como um cartão de crédito.
Vítimas alérgicas ou que sofrerem múltiplas picadas precisam buscar atendimento médico de urgência imediatamente.
