📅 Publicado em 01/07/2026 12h54✏️ Atualizado em 01/07/2026 12h57
A reportagem do CORREIO recebeu informações exclusivas sobre o assassinato do ex-atleta de futebol Jessé Fernando Farinha da Silva Ramos. Segundo as investigações, o autor dos disparos foi o policial militar Jardel da Silva Santos. O piloto da moto era Gerlânio Macedo Amorim (que não é policial), enquanto o também PM Tiago da Silva Cabral não estava no local do crime porque chegou atrasado, mas participou do planejamento para cometer o assassinato.
Além disso, a esposa de Jardel, Camila Matias da Silva, também participou dos planos para matar Farinha, sendo responsável pela localização dele.

Os dois policiais e Gerlânio foram presos no dia 2 do mês passado, enquanto Camila foi presa em Jacundá, nesta terça-feira (30). Todas essas informações foram repassadas ao CORREIO pelo delegado Leandro Benício, do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, presidente do inquérito.
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Segundo ele, essas constatações foram feitas com base não apenas nas imagens obtidas nas imediações do crime (Folha 28, Nova Marabá), mas principalmente por meio da quebra do sigilo telefônico dos envolvidos. A polícia descobriu, por exemplo, que os suspeitos tentaram matar Farinha dois dias seguidos, mas só conseguiram localizá-lo e executá-lo no terceiro dia.
Ainda de acordo com as investigações, os criminosos pretendiam eliminar Farinha por volta das 2h da madrugada, mas descobriram que ele estava saindo da quadra de esportes da Escola Luzia Nunes na noite anterior e que passaria por uma rua escura, com destino à Folha 17, por isso o executaram logo.
Somente por essa razão Tiago não estava na cena do crime, porque não conseguiu chegar a tempo. Mas ele ainda repassou informações erradas para equipes policiais que estavam de serviço naquela noite, a fim de dificultar a localização dos envolvidos.
Quanto à moto usada no crime, segundo a polícia, o veículo pertence à esposa de Gerlânio. Ela está no curso de formação da Polícia Militar.
Segundo a polícia, a única peça que falta para fechar esse quebra-cabeça é a motivação do crime. Mas as investigações ainda estão em andamento.
