Correio de Carajás

Rope jump: instrutor preso após morte fez vídeo sobre “desovar corpo”

Publicação feita anos antes da tragédia voltou a repercutir após a morte de Maria Eduarda Rodrigues durante um salto em Limeira (SP)

Reprodução/Instagram @luisfelipeegoroff

Um vídeo antigo publicado por um dos instrutores presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, voltou a circular nas redes sociais e tem gerado forte repercussão entre os internautas. As imagens mostram uma “brincadeira” envolvendo um suposto corpo sendo lançado da mesma ponte onde a jovem morreu durante um salto de rope jump, em Limeira, interior de São Paulo.

O responsável pela publicação é Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, um dos três instrutores presos no caso. O vídeo foi compartilhado há cerca de quatro anos e mostra ele e outros integrantes da equipe arremessando um saco preto da Ponte Esqueleto. Na gravação, o objeto é tratado como se fosse um cadáver e aparece acompanhado da frase: “Desovando corpo”.

Após a morte de Maria Eduarda, o conteúdo voltou a viralizar e passou a ser amplamente comentado nas redes sociais. Muitos usuários classificaram a publicação como inadequada e relacionaram a brincadeira à tragédia ocorrida no local.

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Nos comentários, diversos internautas marcaram órgãos como a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo, pedindo investigação do caso. “Profético, enfim aconteceu. A menina morreu conforme ensaiado… Tem coisas que a gente não deve brincar de jeito nenhum”, escreveu uma usuária.

Prisões

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra foram presos em flagrante após a morte de Maria Eduarda Rodrigues. Posteriormente, a Justiça converteu as detenções em prisão preventiva.

Os três respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de produzir o resultado, mesmo sem intenção direta de matar.

Nesta terça-feira (16/6), os acusados foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos, na Grande São Paulo. O pedido foi feito pelo advogado Rafael Gomes dos Santos, que alegou preocupação com a integridade física dos investigados.

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