Correio de Carajás

Tropeço da Espanha é destaque na Imprensa

O emapte teve gosto de derrota para os espanhois e de vitória para os cabo-verdianos Foto: Roberto Schmidt/AFP
Por: Da Redação
✏️ Atualizado em 16/06/2026 10h43

A Seleção de Cabo Verde, reconhecendo a superioridade dos espanhois, baixou as linhas e jogou no contra-ataque o jogo inteiro. A estratégia deu certo!

O empate sem gols entre Espanha e Cabo Verde, na estreia das duas seleções na Copa do Mundo de 2026, repercutiu fortemente na Imprensa espanhola. O resultado foi encarado como um tropeço inesperado da atual potência europeia diante de uma seleção estreante em Mundiais, e os principais jornais do país dividiram suas análises entre críticas à falta de criatividade da Roja e elogios à atuação histórica dos cabo-verdianos.

A Cadena SER resumiu a partida destacando a incapacidade espanhola de transformar domínio em resultado. Apesar da ampla posse de bola e do controle territorial, a equipe encontrou dificuldades para furar a defesa adversária e esbarrou diversas vezes na grande atuação do goleiro Vozinha. A emissora classificou o duelo como um jogo de “domínio sem prêmio”, ressaltando que a Espanha saiu de campo com a sensação de ter desperdiçado uma oportunidade importante na abertura do Grupo H.

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Mais contundente foi o HuffPost España, que estampou em sua manchete: “La impotencia como resumen” (“A impotência como resumo”). O portal definiu o empate como um retrato da dificuldade espanhola em encontrar soluções diante de uma equipe muito bem organizada defensivamente. Segundo a publicação, a Espanha acumulou posse de bola, mas careceu de profundidade, velocidade e contundência para superar o bloqueio montado por Cabo Verde.

O tradicional El País seguiu linha semelhante ao apontar que a seleção comandada por Luis de la Fuente apresentou um futebol previsível durante boa parte do confronto. A publicação destacou a falta de criatividade nos últimos metros e observou que a entrada de jogadores mais verticais, como Lamine Yamal, foi uma tentativa de quebrar a resistência cabo-verdiana, mas sem sucesso.

Se houve críticas à Espanha, também sobraram elogios ao adversário. Diversos veículos espanhóis apontaram o goleiro Vozinha como o grande nome da partida. Suas intervenções foram descritas como decisivas para garantir um resultado histórico para os “Tubarões Azuis”. A atuação coletiva de Cabo Verde também recebeu reconhecimento, principalmente pela disciplina tática e pela capacidade de manter a concentração durante os 90 minutos diante de uma das favoritas ao título.

A repercussão internacional acompanhou esse tom. O jornal britânico The Guardian destacou o caráter simbólico do resultado, tratando o empate como uma das primeiras grandes histórias da Copa do Mundo. Afinal, uma seleção estreante conseguiu neutralizar uma equipe que chegou ao torneio cercada de expectativas e apontada entre as candidatas ao troféu.

No fim das contas, a leitura predominante da Imprensa espanhola foi clara: para a Espanha, o 0 a 0 teve gosto de derrota; para Cabo Verde, teve sabor de conquista histórica. Um resultado que não alterou o placar, mas mexeu profundamente com as narrativas do Mundial logo em sua primeira rodada.

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