Correio de Carajás

Cerca de 70 pesquisas serão apresentadas em Mostra Científica da Unifesspa

Evento da Unifesspa reúne estudantes de nove municípios para apresentar projetos e incentivar a iniciação científica na educação básica.

Grupo de jovens e adultos celebrando em palco com o letreiro 'MOCISHA'.
Após um hiato desde a pandemia, a mostra volta reafirmando seu papel no estímulo à produção científica na região / Arquivo CORREIO
Por: Kauã Fhillipe
✏️ Atualizado em 28/05/2026 13h01

Marabá recebe nesta sexta-feira (29) a III Mostra Científica do Sul e Sudeste do Pará (Mocisspa), evento que reúne estudantes, professores e pesquisadores de diferentes municípios da região em torno da ciência e da inovação. A programação ocorre das 9h às 15h30, no Teatro Municipal Eduardo Abdelnor, na Folha 16, com entrada gratuita e aberta ao público.

Promovida pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), por meio do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática (PPGECM), a mostra contará com cerca de 70 trabalhos científicos finalistas desenvolvidos por estudantes do ensino fundamental, médio e superior.

Os projetos foram produzidos por alunos de nove municípios finalistas, mas a expectativa da organização é receber caravanas escolares de mais de dez cidades da região. Entre os municípios participantes estão Pacajá, Santana do Araguaia e São Félix do Xingu, além de estudantes da Terra Indígena Mãe Maria.

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Coordenador da mostra, o professor Ronaldo Ripardo explica que a iniciativa busca aproximar a ciência da comunidade e incentivar a pesquisa desde cedo dentro das escolas. “A Mocisspa é um evento de divulgação e popularização da ciência com foco, principalmente, na promoção do desenvolvimento de atividades de iniciação científica na educação básica”, destaca.

O coordenador Ronaldo Ripardo explica o papel social da Mocisspa em reconhecer as produções científicas de diferentes modalidades de ensino / Evangelista Rocha

Segundo ele, os trabalhos passam inicialmente por uma etapa de pré-seleção antes de chegarem à mostra final. Os estudantes submetem suas pesquisas e, após avaliação, os melhores projetos são escolhidos para apresentação presencial no evento.

As pesquisas concorrem em três categorias: ensino fundamental, ensino médio e graduação. Os projetos também são divididos em diferentes áreas do conhecimento, como ciências da natureza, linguagens e ciências sociais.

Além das premiações tradicionais para primeiro, segundo e terceiro lugar, a mostra terá categorias especiais. Entre elas está a premiação voltada para meninas que desenvolveram pesquisas nas áreas de ciência e tecnologia, além da categoria “Vanguarda Científica”, dedicada a trabalhos que discutem temas como combate à violência e ao cyberbullying nas escolas.

Ripardo afirma que a iniciativa já se tornou conhecida pelas instituições de ensino da região e vem estimulando professores e estudantes a desenvolverem projetos científicos ao longo do ano. “A ideia é fortalecer a cultura da pesquisa científica desde as séries iniciais e fazer com que isso alcance o maior número possível de escolas”.

Durante o evento, o público poderá acompanhar apresentações científicas, visitar exposições e participar de atividades paralelas de divulgação científica e educação ambiental. Entre os destaques da programação estão as exposições do Clube da Lua, do Clube de Ciências da Unifesspa e do Parque Natural Municipal do Murumuru João Anselmo. Também serão realizadas atividades como “Unifesspa: abrindo portas para o seu futuro” e “IA na Escola: da ideia ao projeto científico com ajuda da IA”.

O encerramento da III Mocisspa acontece com a cerimônia de premiação, das 14h às 15h30, quando serão entregues troféus e medalhas aos estudantes vencedores.

Após sete anos sem realização por conta da pandemia, a retomada do evento gera expectativa positiva entre organizadores e escolas participantes. “Havia uma cobrança muito grande da comunidade escolar e acadêmica pelo retorno da mostra. Nossa expectativa é receber um público amplo e mostrar para a sociedade a qualidade dos trabalhos produzidos pelos estudantes da região”, conclui o coordenador.