Correio de Carajás

Preso na operação “Child Protection”, empresário se apresenta à polícia e é liberado em Marabá

Investigado em operação contra exploração sexual de menores em Bom Jesus e Marabá nega participação nos crimes apurados

Dois homens caminhando na rua com carros estacionados ao fundo.
Empresário Marquin do Atende chega à Delegacia da Folha 30 acompanhado do advogado Magdenberg Teixeira
✏️ Atualizado em 28/05/2026 10h11

Um dos investigados no âmbito da operação “Child Protection”, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Pará para apurar supostos crimes sexuais contra crianças e adolescentes no sudeste paraense, apresentou-se espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil de Bom Jesus do Tocantins nesta terça-feira (26).

Valdivino Marques de Souza, conhecido na cidade como “Marquin do Atende”, compareceu à unidade policial da Folha 30 acompanhado de seu advogado, Diego Adriano Freires, e prestou depoimento à autoridade policial responsável pelo caso.

Segundo informações apuradas pela reportagem, durante o cumprimento da operação, havia mandado de busca e apreensão relacionado ao investigado, porém ele não teria sido localizado no momento das diligências realizadas pelas equipes policiais.

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Após ser ouvido formalmente no procedimento investigatório, ‘’Marquin’’ foi liberado pela autoridade policial e deixou a delegacia sem qualquer restrição de liberdade.

A reportagem apurou que o investigado negou participação nos crimes apurados pela Polícia Civil, afirmando não possuir qualquer envolvimento com os fatos relacionados ao suposto favorecimento à prostituição de menores ou estupro de vulnerável.

Em relação às armas apreendidas em sua residência, declarou possuir registro legal das armas apreendidas em sua residência, informando ser CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador).

A reportagem tentou contato com o advogado Diego Adriano Freires, responsável pela defesa de Valdivino Marques de Souza. Em resposta, o advogado informou que se encontrava em viagem e que não poderia falar detalhadamente sobre o caso porque corre em segredo de justiça. No entanto, limitou-se a afirmar que “o cliente é inocente e não há nada que comprove sua participação sobre fatos investigados”, acrescentando ainda que “Marquin’’ está colaborando com a Justiça e sempre esteve à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos”.

A operação “Child Protection” ganhou grande repercussão no Estado após a divulgação de investigações envolvendo empresários e pessoas conhecidas da região de Marabá e Bom Jesus do Tocantins. O inquérito segue em andamento e tramita sob sigilo.

Permanecem presos no sistema prisional de Marabá os acusados Jonas, Saulo da Farmácia e Osvaldo Baião. Já o advogado Edinaldo, também preso na operação, teve concedida a seu favor prisão domiciliar.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou conclusão definitiva sobre a participação individual dos investigados nos fatos apurados.