Correio de Carajás

Suspeita de injúria racial agride PMs em abordagem de moto roubada em Parauapebas

Casal é detido após mulher agredir policiais com ofensas racistas e chutes durante abordagem por veículo roubado na cidade do Pará.

Fachada da 20ª Seccional de Polícia Civil de Parauapebas, com placa de identificação e muro branco.
Ágata Nicole e Antônio Marcos foram levado à delegacia para os procedimentos de praxe
Por: Luciana Araújo e Ronaldo Modesto
✏️ Atualizado em 27/04/2026 13h36

Na manhã desta segunda-feira (27), em Parauapebas, uma abordagem para recuperar uma motocicleta roubada terminou com a prisão de duas pessoas por resistência, desacato, lesão corporal e injúria racial. Durante a ação, Ágata Nicole Pereira dos Santos tentou impedir a detenção do condutor do veículo e, segundo a polícia, agrediu os militares com ofensas racistas e agressões físicas, comportamento que continuou até mesmo dentro da delegacia.

A ocorrência começou quando a guarnição formada pelo 1º sargento Joab Viana e pelo cabo Rafael avistou Antônio Marcos Cardoso da Silva conduzindo uma motocicleta Honda Bros branca, sem placa de identificação. Após consulta ao sistema policial, foi constatado que o veículo era produto de roubo.

De acordo com a polícia, Antônio Marcos desobedeceu à ordem de parada, resistiu à prisão e partiu para agressão física contra os agentes, sendo necessário o uso de força para contê-lo e imobilizá-lo.

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Durante a abordagem, Ágata Nicole teria interferido para defender Antônio Marcos. Conforme o relato policial, ela iniciou os ataques verbais contra os militares com xingamentos e acusações. “Seus lixos, bandidos de farda, meu amigo é trabalhador”, teria dito.

Diante das ofensas, os policiais deram voz de prisão por desacato. Ainda segundo a autoridade policial, Ágata resistiu e passou a dirigir ofensas racistas ao sargento Viana. “Seu macaco preto safado, tu não deveria ser polícia”, teria gritado.

Para contê-la, foi necessário acionar uma equipe de apoio. Segundo o registro da ocorrência, os policiais utilizaram spray de pimenta e algemas, já que a suspeita continuava resistindo e desobedecendo às ordens da guarnição.

Mesmo após ser conduzida à Delegacia de Polícia Civil, Ágata teria mantido o comportamento agressivo. Conforme a polícia, ela voltou a ofender o sargento Viana com insultos racistas, chamando-o de “preto, gordo, macaco”, além de atingir o cabo De Lima com um chute no peito.

Ágata Nicole e Antônio Marcos – este apontado como suspeito do roubo da motocicleta – permanecem à disposição da Justiça para os procedimentos legais.