📅 Publicado em 26/03/2026 14h41✏️ Atualizado em 26/03/2026 14h45
No último dia 10 um caso de feminicídio indignou Marabá. Marli Pereira da Silva, recepcionista do Grupo Correio, foi encontrada morta embaixo da ponte do Rio Tauarizinho. O único suspeito já foi identificado. Trata-se de Weverson Huge Ribeiro da Silva, ex-colega de trabalho de Marli. Para a opinião pública, o caso está praticamente solucionado, mas até agora ninguém foi preso.
O que mais intriga a sociedade é que dois dias depois do crime, Weverson se apresentou à Polícia Civil acompanhado de dois advogados e, mesmo assim, ele saiu pela porta da frente.
A situação gerou muita revolta por parte de amigos e familiares de Marli, que fizeram protesto e até hoje não entendem por que Weverson continua solto. “Dói saber que o tal suspeito está solto”, declarou Érica Tamara Gomes, amiga da vítima.
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Outra amiga de Marli, Nathália de Souza também desabafou: “A gente não pode se calar; ela está lá morta, e o cara está aí. Não existe isso”.
O que se sabe – de forma não oficial – é que Weverson teria confessado o crime para familiares e para seus advogados. Ele e a vítima tinham um relacionamento, que estava conturbado, segundo testemunhas. Mas para a polícia ele ficou calado no dia em que se apresentou.
Diante de toda essa angústia causada pela demora em relação a informações concretas sobre o caso, a reportagem do CORREIO foi até o Departamento de Homicídios da Polícia Civil e conversou com a delegada Eliene Carla de Lima, que investiga o crime. Mas ela mantém sigilo sobre as investigações.
A única informação que ela repassou até o momento é que 11 testemunhas prestaram depoimento e que outras diligências estão em andamento.
Enquanto isso, os amigos, familiares, colegas de trabalho – a sociedade de forma geral – só querem uma coisa: “Justiça”.
