📅 Publicado em 11/05/2026 10h58
A Polícia Federal, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público do Pará e Vigilância Sanitária, estiveram reunidas nesta segunda-feira (11) para incinerar uma tonelada de cocaína. A droga é fruto de uma única apreensão realizada este ano pela PRF durante uma ação de fiscalização de rotina.
De acordo com o delegado da PF em Marabá, Ruan Guimarães, a carga foi inicialmente apresentada à delegacia da PF, onde a situação foi convertida em flagrante e encaminhada à Justiça. A destruição do material foi realizada imediatamente após a autorização judicial.
Segundo o delegado Guimarães, o protocolo da PF concentra-se na preservação da cadeia de custódia. “Verificamos se realmente aquele material que foi apreendido é o material que está sendo incinerado, após a competente e devida autorização judicial. Mas em relação à parte operacional, é mais com o pessoal que está dando esse apoio aqui, que no caso é o pessoal da cerâmica, do forno. A PF e os outros órgãos garantem a legalidade do processo”, explica.
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O MPPA acompanhou a incineração da droga. Embora iniciada sob atribuição federal, teve seus desdobramentos encaminhados à Justiça Estadual por se tratar de tráfico local.

Segundo o Promotor de Justiça da 1ª Promotoria Criminal de Marabá, Samuel Furtado, o volume de apreensões recentes confirma uma tendência preocupante para a região.
“O que se demonstra é que Marabá hoje é uma rota de tráfico extremamente rentável”, afirmou o promotor, destacando que as vultosas quantidades apreendidas nos últimos meses geram prejuízos significativos às organizações criminosas.
O promotor ressaltou que o enfrentamento ao crime ganhou um reforço importante com a recente instalação do Canil da Polícia Militar em Marabá, e que o uso de cães farejadores tem sido fundamental para o aumento das apreensões de entorpecentes na região.
“O papel do Ministério Público concentra-se na fiscalização do protocolo de destruição das drogas, garantindo a legalidade do processo. Após a incineração, o foco se volta para o desdobramento judicial do inquérito, visando a responsabilização dos envolvidos no transporte da carga”, finaliza.
