Correio de Carajás

Xeque-mate

Por: Por Chagas Filho

Se dentro de campo, Águia e Santa Rosa protagonizaram um duelo de muita entrega, embates individuais e algumas boas jogadas, na beira do campo, os “professores” Júlio César Nunes e Samuel Cândido também fizeram um bom duelo.

O Santa Rosa pisou o gramado do Zinho Oliveira sabendo exatamente o que tinha que fazer: marcou atrás da linha da bola e saiu com velocidade nas costas dos laterais aguianos, principalmente de Bruno Limão, que era quem mais apoiava. O comportamento do Santa Rosa gerou desconforto ao treinador Júlio César, que sofreu com os contragolpes do adversário.

Por conta disso, na segunda etapa, ele não apenas corrigiu essa situação, como também colocou Kukri de segundo volante, no lugar de Thiago Bagagem, e Welsey na vaga de Diogo Carlos. A mudança surtiu efeito, com o Águia tendo mais domínio e correndo poucos riscos. Mas ainda não era o suficiente.

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Por isso, Júlio César tirou o meia Filipe e o ponta PH e colocou mais um centroavante (Otacílio) e o meia Wendell. Assim o Águia passou a ter mais gente pisando na área adversária e, quando estava sem a bola, formava um quadrado no meio campo, dificultando as saídas do Santa Rosa.

No fim das contas os gols vieram do talento de Kukri cobrando falta e com o zagueiro Wendel cabeceando após a cobrança de escanteio. Mas essas jogadas só surgiram porque o Águia sufocou o adversário. Xeque-mate!

Observação: As opiniões contidas nesta coluna não refletem, necessariamente, a opinião do CORREIO DE CARAJÁS.