Correio de Carajás

O bom empate… sim, foi bom!

O bom empate… sim, foi bom!

Há duas formas de olhar um copo com água pela metade. Você pode olhar o copo meio cheio ou meio vazio. Quando se imagina que o Águia empatou mais uma partida, em casa, contra um adversário sem seis titulares, e ainda teve um gol mal anulado (foto) pelo assistente Gilmar Soares de Sousa, que errou ao assinalar impedimento, a gente logo pensa que foi um tropeço. Mas espere…

 

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O Águia jogou contra o melhor

Atualmente, o Remo é o melhor time paraense. Além disso, na projeção inicial da temporada que é feita pelos chamados “pequenos”, que são todos os times menos Remo e Paysandu, um empate contra os grandes é um bom negócio. Além do mais, o time mostrou uma evolução física. Conseguiu competir bem na reta final de jogo, inclusive foi nos acréscimos da segunda etapa que o Águia fez o seu segundo gol (mal anulado). Uma prova disso é que o experiente Balão Marabá jogou os quase 100 minutos – e muito bem por sinal.

 

E tem mais:

O atacante Dé se mostrou uma peça mais importante como centroavante, do que vinha sendo Danilo Galvão, que tem menos mobilidade e acaba induzindo os companheiros a alçarem bolas na área. Não quer dizer que Danilo não seja importante. É claro que é, todos os times precisam de um homem de referência. Mas, com Dé no ataque, o atacante Veraldo (que esteve mal) pôde abrir de um lado, enquanto Romarinho abriu pelo outro, tendo Echeverría entre eles, jogando por trás do centroavante. Ou seja, o esquema se mantém, mas os jogadores circulam mais.

 

Outra coisa:

Analisando o restante desta primeira fase, ao Águia uma vitória contra o Itupiranga, amanhã (21), já classifica os marabaenses. E, se jogar como jogou no domingo, é muito difícil não ganhar, com todo respeito ao Itupiranga, que se recuperou muito bem na competição. Por outro lado, o Castanhal, que está acima do Águia, enfrenta o próprio Remo, ao passo em que o Paragominas atuará fora, contra o Carajás.

 

Ou seja…

… Essa rodada tem tudo para ser favorável ao Águia. Mas a arbitragem precisa errar menos em lances cruciais, o ataque tem que colocar a bola na “casinha” e o meu goleirão não pode dar aquele mole que deu contra o Leão. Eu sei, eu sei, foi o sol…