Correio de Carajás

Exposição fotográfica retrata mulheres vítimas de violência

“Gritos do Silêncio” retrata com fotos impactantes a violência doméstica /Foto: Divulgação
“Gritos do Silêncio” retrata com fotos impactantes a violência doméstica /Foto: Divulgação
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A exposição fotográfica chamada “Gritos do Silêncio”, idealizada pela artista visual Lara Borges, com fotografia de Núbia Suriane, estará aberta a partir de quarta-feira (30) de forma on-line. O projeto tem a finalidade de traduzir e revelar os sentimentos das vítimas que sofrem violência doméstica.

Através das lentes de Núbia Suriane, as fotos traduzem com muita verdade a dor, tristeza, sofrimento e desespero que uma mulher violentada passa.

“A violência acontece todos os dias dentro dos lares, e de forma silenciosa. A exposição traz esse basta, e prega que a mulher não pode se calar diante de tanta violência e dor”, fala Lara Borges, idealizadora do projeto.

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Núbia Suriane e Lara Borges falam sobre as dificuldades de retratar de forma real as cenas de agressões através da fotografia / Foto: Evangelista Rocha
Núbia Suriane e Lara Borges falam sobre as dificuldades de retratar de forma real as cenas de agressões através da fotografia / Foto: Evangelista Rocha

Trabalhando há muito tempo com a temática de violência, Lara apresentou o projeto para o Conselho Municipal de Defesa dos Direito da Mulher (Comdim) e com a aprovação, convidou Núbia para esse grande desafio.

“A violência em relação à mulher não cessa. E nós vamos mostrar a verdade nua e crua, tanto que são fotos que não têm como serem colocadas em qualquer lugar da cidade, são muito impactantes”, explica Núbia, responsável pelas imagens.

Para a fotógrafa, esse foi um dos trabalhos mais difíceis que ela já realizou. Ela explica que “Gritos do Silêncio” não mostra uma simples foto de olho roxo e a ‘mãozinha’ de pare. São imagens reais de mulheres em estado de dor.

“Houve momentos durante os ensaios que tivemos de parar e eu dizia ‘me recuso a fotografar isso, não acredito que isso acontece’. E me diziam isso aqui é uma história real, não estamos inventando nada. Se foi difícil pra mim, que estava fotografando aquelas cenas e senti um repúdio e um desespero, imagina para quem vive?!”, compara.

Por conta do atual cenário da pandemia do coronavírus, a exposição acontecerá de forma on-line e gratuita, através do site www.alixa.art para o público em geral.

Com o apoio da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), através da Faculdade de Artes Visuais, as fotografias serão expostas e somente parceiros do projeto poderão visitar, para evitar aglomeração.

O trabalho é uma realização do Comdim e do Instituto Cultural Hozana Lopes de Abreu. (Ana Mangas)

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