Correio de Carajás

Wlad é proibido de participação em eventos institucionais do Incra

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A Justiça Federal atendeu parcialmente os pedidos do Ministério Público Federal (MPF) na ação judicial que trata de atos de improbidade administrativa supostamente cometidos pelos irmãos Mário Sérgio e Wladmir Costa, o primeiro superintendente do Incra em Santarém e o segundo deputado federal.

A Justiça não afastou Mário Sérgio do cargo mas proibiu que sejam realizados eventos institucionais com a presença ou mesmo a citação de Wladmir Costa.

Mário Sérgio e o parlamentar são acusados pelo MPF de improbidade por transformar a superintendência em palanque eleitoral para a família. O deputado também é investigado pelo MP Eleitoral pelo mesmo motivo. De acordo com o MPF, o processo, que tramita na 2ª Vara Federal em Santarém, reuniu provas, depoimentos e documentos que demonstram a utilização eleitoral da máquina pública do Incra pelos irmãos Mário e Wladmir Costa.

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“A dupla distribuiu dezenas de contratos de concessão para uso individual em áreas de titulação coletiva, o que fere as regras dos Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS) uma das modalidades de assentamento de reforma agrária. As concessões eram entregues, junto com cestas básicas, pelo deputado federal Wladmir Costa, o irmão e o filho, dentro dos assentamentos, em veículos do Incra”, diz a assessoria de comunicação do MPF

Ainda de acordo com a procuradoria, as visitas dos Costa aos assentamentos eram anunciadas na Rádio Princesa, que Mário Costa mantém na região. “Depoimentos de testemunhas na investigação e gravações da programação da emissora confirmam a propaganda eleitoral” Além do uso de dinheiro público dos programas da política de reforma agrária para promoção pessoal, a prática dos irmãos Costa pode configurar compra de votos, pelas promessas de cestas básicas e doações feitas às comunidades visitadas”.

Por esse motivo, as investigações também foram remetidas à Procuradoria Regional Eleitoral, em Belém, para apuração de eventuais crimes eleitorais. Além da rádio, o deputado federal – que ficou nacionalmente conhecido por fazer uma tatuagem temporária com o nome do presidente Temer – também divulgava em sua página no Facebook vídeos em que aparecia usando veículos e verbas do Incra para promoção pessoal e política, diz o MPF.

“O deputado aparecia sempre ao lado do filho, a quem apresenta como candidato nas próximas eleições e denominava a ação de ‘esquadrão da terra’”. “No vídeo ‘Wlad e o Esquadrão da Terra: cruzando os céus do Pará com Jesus Cristo no Comando’, vê-se o deputado em um verdadeiro comício político, como o próprio nome do vídeo denota, a caminho de entrega dos contratos de concessão de uso em comunidades”, diz a ação do MPF.

Além do afastamento imediato de Mário Sérgio Costa do cargo, o MPF quer a condenação dele e de Wladmir Costa por improbidade administrativa, com perda de cargos públicos e direitos políticos, bem como à devolução dos valores desviados dos cofres públicos e pagamento de multa civil de até 100 vezes o valor da remuneração atual. (Com informações da Ascom/MPF)

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