Correio de Carajás

Vigilância Sanitária de Marabá pede que a população volte a consumir peixe

CONSUMIDORES AMEDRONTADOS

Na tarde desta terça-feira (21) representantes da Vigilância Sanitária de Marabá pede que a população volte a consumir peixe - Foto: Evangelista Rocha
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Após registros da Síndrome de Haff – conhecida popularmente como doença da urina preta – em algumas cidades do oeste do Estado do Pará, consumidores de Marabá e região estão deixando de comprar peixes, fazendo com que o consumo despenque e o prejuízo aumente.
Na tarde desta terça-feira (21) representantes da Vigilância Sanitária de Marabá convocaram a imprensa para pedir que a população do município volte a consumir o pescado na região. Daniel Soares, coordenador do órgão, estava acompanhado de Roger Lobo, médico veterinário, e de Caroline Aquino, tecnóloga de alimentos. Além deles, participaram do encontro a professora da Unifesspa, Cristiane Vieira e o presidente da Colônia de Pescadores Z-30, Edvaldo Ribeiro.
Sem registros de casos nos rios Tocantins, Itacaiunas e Araguaia, Daniel Soares explica que não houve nenhum tipo de proibição para comercialização e consumo do pescado em Marabá. “A bacia do Baixo Amazonas não tem nenhuma ligação com a bacia do Araguaia-Tocantins. Fizemos uma verificação nos estabelecimentos comerciais para saber a procedência e todos são provenientes de cativeiros. Os peixes vendidos em feiras, pescados nos rios da região, também estão seguros”, garante.
A pesquisadora e professora da Unifesspa, Cristiane Vieira, reverbera que não são todas as espécies que estão suscetíveis a produzir toxinas, principalmente a que causa a doença da urina preta. Dos grupos que já foram identificados que transmitiram a doença, são apenas três: da pirapitinga, do tambaqui e pacu.
“Sobre a produção de pequena escala na nossa região, o que é mais capturado, a partir do monitoramento que a Universidade vem realizando, são de peixes como: voador, mapará, barbado, curimatã, tucunaré e jaraqui. Não existe nenhum registro que peixes dos nossos rios – Tocantins, Araguaia e Itacaiunas – tenham acumulado essa toxina, inclusive em nenhuma outra região do Brasil. Então, que a gente possa ter mais tranquilidade em relação a isso”.
Durante a coletiva de imprensa, o médico veterinário do órgão, Roger Lobo, informou que foi feito um mapeamento em toda a rede de supermercados, assim como nas feiras e peixarias do município. “O povo de Marabá pode ficar tranquilo. Vamos comer peixe”, pede.
Finalizando os esclarecimentos sobre o assunto que contou com a presença do representante dos pescadores, Edvaldo Ribeiro – o “Picolé” – agradeceu a Vigilância Sanitária pela iniciativa de falar sobre o assunto e tirar o medo da população.
Ele e outras dezenas de pescadores estão se sentindo prejudicados pela falta de informação e medo que a população está sentindo. “Agradeço muito todas essas informações. Não há caso comprovado em Marabá e nem na nossa região. Peço para a população voltar a consumir peixe”.
O consumo de pescado em Marabá tem despencado nos últimos dias com a notícia de casos da doença em algumas cidades da região do Baixo Amazonas. Consumidores estão deixando de comprar peixes e comerciantes têm sentido na pele – ou no bolso – os prejuízos causados. (Ana Mangas)

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