Correio de Carajás

Viatura da SUSIPE atropela ciclista

Um inquérito policial foi aberto para investigar o acidente que vitimou o colono Sebastião Felício de Souza. Ele foi atropelado por uma viatura oficial da Superintendência do Sistema Penal (SUSIPE). O caso aconteceu na BR-230, a Rodovia Transamazônica, por volta das 17 horas de quinta-feira (4), nas proximidades de uma distribuidora de água próximo da Vila São José, Km 8, Núcleo Cidade Nova.

A informação colhida no local pela equipe de reportagem do Jornal CORREIO é de que os agentes prisionais que estavam na viatura iriam buscar dois detentos custodiados no Centro de Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA), que fica no Km 14 daquela rodovia, quando tudo aconteceu.

No local da batida, o delegado Luiz Otávio Barros, da Polícia Civil, foi uma das primeiras autoridades a chegar. Ele aguardou a chegada da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para confeccionar o Boletim de Acidente de Trânsito (BAT), assim como peritos do Instituto Médico Legal (IML) para remoção do corpo, levantamento do local de crime e posterior necropsia.

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“A princípio foi um acidente de trânsito envolvendo uma viatura do sistema prisional e um homem que vinha numa bicicleta. Ele veio a óbito e vamos aguardar as perícias para ver se chegamos a alguma conclusão da causa do acidente”, explicou o delegado.

SEM INFORMAÇÃO

No local do acidente, a reportagem tentou conversar com os agentes que integravam a equipe envolvida no sinistro, mas eles alegaram que não poderiam comentar sobre o caso e que qualquer informação deveria ser repassada pela direção da SUSIPE.

Diante disso, na tentativa de saber quais os procedimentos da SUSIPE em relação a este caso, o Jornal CORREIO agiu como de praxe, encaminhado mensagem ao e-mail institucional da Assessoria de Comunicação (Ascom) da SUSIPE, mas até por volta das 21h de ontem (5), a mensagem ainda não havia sido respondida.

SAIBA MAIS

A julgar pela posição da batida, o ciclista estaria desatento e entrou um pouco na pista de rolamento. Por outro lado, não há marcas de frenagem no piso da rodovia, o que pode indicar desatenção condutor da viatura oficial. Mas todas essas dúvidas devem ser dirimidas pela perícia feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

(Chagas Filho com informações de Evangelista Rocha)