Um estudo publicado na revista Cancer Research indica que o sildenafil, princípio ativo do Viagra, possui potencial para conter a metástase do câncer.
Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciência demonstraram que o medicamento interfere no metabolismo das células tumorais, limitando sua capacidade de migração.
A investigação aponta que a inibição da enzima PDE5a pelo fármaco eleva os níveis de uma molécula chamada cGMP, que se liga ao transportador de colesterol NPC1 nos lisossomos.
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Esse mecanismo provoca o acúmulo de gordura dentro das organelas, privando a célula cancerosa de recursos essenciais para formar membranas e gerar energia mitocondrial.
Sem o colesterol disponível, as células perdem a mobilidade necessária para se espalharem pelo corpo.
Resultados clínicos e sobrevida
O efeito antimetastático foi observado em modelos de câncer de mama, pulmão e cólon. Além dos testes laboratoriais, a análise de registros de saúde de mais de 40 mil pacientes associou o uso frequente de sildenafil a uma maior taxa de sobrevida.
Os resultados foram potencializados quando o medicamento foi combinado a estatinas, fármacos tradicionalmente usados para reduzir o colesterol.
Embora os dados sejam promissores, os especialistas alertam que a pesquisa é observacional e experimental. Ensaios clínicos são indispensáveis para confirmar a segurança e a eficácia do uso de sildenafil como terapia adjuvante em humanos.
O reposicionamento de drogas conhecidas surge como uma via estratégica para acelerar novos tratamentos oncológicos.
(Fonte: CNN Brasil/Beto Souza)
