Correio de Carajás

Valores para ingressos da Copa do Mundo sofrem novo aumento, e preços assustam

Foto: Divulgação
✏️ Atualizado em 07/04/2026 18h59

A Fifa iniciou a última fase de vendas dos ingressos para a Copa do Mundo, mas os valores assustam. O ticket sofreu um aumento considerável, com valores estratosféricos principalmente no site de revenda, e muito acima do previsto pelos próprios países-sede no dossiê de candidatura.

Ingressos exorbitantes para a Copa do Mundo

Ao entrar na última fase de vendas, os ingressos sofreram um novo aumento de preços. O valor inicial para a final da Copa custava US$ 6.370 e agora, no site oficial, o ticket mais caro bate os US$ 10.990. Na atual conversão, o valor se aproxima dos R$ 56,8 mil.

São poucos jogos, no entanto, com ingressos disponíveis no site oficial da Fifa. O ticket mais barato disponível é para o jogo entre Curaçao x Costa do Marfim no valor de US$ 380 (próximo a R$ 2 mil). O mais caro é para a estreia dos Estados Unidos, contra Paraguai. O torcedor local precisará desembolsar US$ 2.735 (R$ 14 mil).

Leia mais:

A Fifa utiliza também uma plataforma de revenda para facilitar o processo de torcedores que precisarem repassar o ingresso. O site oferece ingressos ainda mais superfaturados. É possível encontrar ingressos para a final do Mundial no valor de R$ 950 mil.

Para efeito de comparação, a final da Copa do Mundo de 2022, no Catar, teve ingressos vendidos no preço máximo de R$ 8.200 (na cotação atual).

A atual fase de vendas é a última e seguirá aberta até a final do Mundial.

Expectativa de preços na candidatura

Canadá, Estados Unidos e México apresentaram em 2018 o “United Bid”, documento de candidatura para sede da Copa do Mundo. No documento, a expectativa de ingresso mais caro era de US$ 1.550, além de valores médios na casa de US$ 1.408 (R$ 7,2 mil na cotação atual).

Em comparação com os valores atuais, o ingresso mais caro da final ultrapassa 7x o valor estimado no dossiê de candidatura. No entanto, tendo o site de revenda como referência, o ingresso mais caro custa 118x o valor esperado.

Os preços para ver o Brasil na fase de grupos

A estreia da seleção brasileira acontece contra Marrocos, no dia 13 de junho, em Nova Jérsei. No site oficial da Fifa, só há disponibilidade para ingressos com hospitalidade que começam no valor de US$ 2.900 (próximo a R$15 mil).

No site de revenda da Fifa, é possível encontrar raros ingressos ao preço de US$ 120 (R$ 620). Ainda assim, a média de valores supera os R$ 15 mil, e o ingresso mais caro disponível custa acima dos R$ 100 mil.

O jogo contra a Escócia, que encerra a fase de grupos, no entanto, tem valores ainda maiores. Há disponibilidade no site de revenda de tickets custando US$ 143.750 (R$ 742 mil).

Polêmicas do modelo ‘preço dinâmico’

De acordo com a própria Fifa, os preços oscilam com a procura do jogo em questão, podendo exceder o valor estipulado como padrão. Esse formato de preço dinâmico tem sido criticado por torcedores e também consumidores de outros setores.

A entidade destacou o formato como inovador pelo fato do torcedor poder escolher um assento específico no estádio, ao comprar o ingresso. Além disso, a Fifa também confirmou que o lucro do Mundial será revertido em investimento no futebol de base em todo o planeta.

No entanto, o formato de preço dinâmico tem causado muita polêmica. Nos Estados Unidos, membros do congresso escreveram uma carta à Fifa criticando de forma contundente o formato.

A implementação do preço dinâmico na Copa do Mundo contrasta com a missão da Fifa em promover acessibilidade e inclusive promover e desenvolver o futebol de forma global. A dinâmica tornará a Copa de 2026 no evento mais excludente e inacessível financeiramente
– diz a carta escrita pelo grupo 69 Democratic.

O formato trouxe tanta reclamação de consumidores que muitos artistas tiveram que voltar atrás. Foi o caso da banda britânica Oasis, que aplicou o modelo no Reino Unido, mas não nos Estados Unidos. A cantora Taylor Swift se recusou a adotar o sistema na turnê Eras Tour, à favor dos fãs.

O modelo de preço dinâmico é legal nos Estados Unidos, mas não em todos os países. A Austrália baniu o formato, enquanto o Reino Unido discute internamente seguir o mesmo caminho.

(Fonte: UOL)