Usuários utilizam telefone no prédio da Defensoria Pública para agendar atendimento/ Foto: Josseli Carvalho
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Um documento contendo 64 assinaturas foi protocolado hoje, segunda-feira (29), no Ministério Público do Estado do Pará, em Marabá, Edison Feitoza Gomes, pedindo que a Defensoria Pública do Estado do Pará em Marabá ofereça atendimento mais digno à população que busca os serviços.

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Conforme ele, pela manhã, esteve no prédio da Defensoria, inaugurado em novembro do ano passado no Bairro Amapá, Núcleo Cidade Nova, e descobriu que para ser atendido teria que telefonar para 129 e agendar o atendimento com uma central em Belém.

“De que adianta ter um prédio grandioso e bonito se o atendimento é péssimo. Agendamento é feito uma vez ao mês por Belém, sendo que a gente mora em Marabá”, comentou ao procurar a Redação do Portal Correio de Carajás apresentando uma cópia do abaixo-assinado protocolado.

Ele afirma necessitar do serviço por uma causa simples envolvendo reconhecimento de paternidade e ao se deparar com a situação encontrou outras pessoas também revoltadas com o modelo de agendamento. Passou, então, a coletar as assinaturas na sala de atendimento da própria Defensoria Pública. “Só algumas pessoas não quiseram envolver, mas a maioria que estava lá assinou”.

Procurada pela Reportagem, a assessoria de comunicação da Defensoria Pública encaminhou nota afirmando que a instituição preza pelo atendimento humanizado para os usuários de seus serviços, tentando aliar os poucos recursos que possui às expectativas das pessoas assistidas pela instituição.

Para isso, diz o órgão, estabeleceu um plano no qual a agenda para marcação de atendimento é feita por meio do Disk 129 e aberta durante toda a última semana de cada mês, “possibilitando que o assistido seja atendido presencialmente já no mês seguinte ao do agendamento”, diz.

Ainda segundo a assessoria de comunicação, experiências anteriores mostraram que muitas pessoas não compareciam ao atendimento no dia marcado quando a agenda ficava aberta ininterruptamente, devido ao grande tempo de espera gerado. “Além disso, a marcação presencial nos prédios da instituição ocasionava filas que comprometiam o atendimento adequado aos assistidos. Da forma como o agendamento é feito atualmente, é possível minimizar a quantidade de faltas e otimizar o atendimento”, defende.

Informou, ainda, que cerca de 60 mil atendimentos são realizados mensalmente e reconhece que a demanda por atendimentos é grande para a quantidade de recursos que dispõe atualmente. “Contudo, a instituição se esforça para ampliar a sua atuação não apenas na quantidade de atendimentos, como também na qualidade dos serviços prestados para a população hipossuficiente e em situação de vulnerabilidade no Estado do Pará”, finaliza. (Luciana Marschall)

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