Correio de Carajás

Um dia após homicídio em lava jato, suspeito morre em intervenção policial

Maurício Jameson da Silva, apontado como um dos executores de Hiago Likson, não resistiu aos ferimentos após abordagem policial na tarde de terça-feira.

Jovem de pele clara sem camisa posando para uma foto de ficha criminal em frente a uma régua de altura com o logotipo da SEAP.
Maurício, apontado como suspeito de participar da execução de Hiago, morreu durante intervenção policial/ Foto: Divulgação
Por: Theíza Cristhine e Ronaldo Modesto
✏️ Atualizado em 22/07/2026 08h04

Maurício Jameson da Silva foi morto durante uma intervenção da Polícia Militar na tarde de terça-feira (21), no bairro Guanabara, em Parauapebas. Ele é apontado como um dos suspeitos de participar da execução de Hiago Likson Barros Silva, de 28 anos, um dia antes.

De acordo com os policiais, as equipes davam continuidade às diligências iniciadas após o assassinato de Hiago quando conseguiram localizar o suspeito, às 13h30.

Ainda segundo a PM, no momento da abordagem, Maurício teria apontado uma arma de fogo em direção aos policiais, que por sua vez revidaram.

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Maurício chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O caso foi comunicado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para apurar a intervenção e a participação de outros possíveis envolvidos no assassinato de Hiago. Levantamento realizado pelo Correio de Carajás junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), por meio do nome de Maurício Jameson da Silva, aponta que ele possuía registros de processos por roubo e homicídio qualificado.

O CRIME

Hiago foi executado a tiros na manhã de segunda-feira (20), enquanto trabalhava lavando carros em um lava jato na Rua do Comércio, no Bairro Rio Verde, em Parauapebas.

O crime foi registrado por uma câmera de segurança. As imagens mostram dois homens chegando ao local em uma motocicleta, descrita por testemunhas como uma Honda Pop vermelha. Enquanto o condutor permaneceu aguardando sobre a moto, o passageiro desceu, caminhou até a vítima e efetuou diversos disparos. Em seguida, retornou ao veículo e fugiu com o comparsa. Ambos usavam capacete, dificultando a identificação.

Pessoas no local informaram ao Correio de Carajás que Hiago vivia em situação de vulnerabilidade social e era acompanhado por uma instituição de acolhimento e reabilitação. Não há confirmação oficial sobre a natureza desse acompanhamento.