📅 Publicado em 09/04/2026 13h45✏️ Atualizado em 10/04/2026 11h19
Três anos após um dos maiores e mais violentos assaltos registrados em Mato Grosso, uma operação interestadual da Polícia Civil prendeu Pablo Henrique de Sousa Franco e Josivan Pereira da Silva, na quarta-feira (8), em Marabá, no Pará. Residentes do Pará são investigados por prestarem suporte logístico e intelectual para o ataque realizado a uma transportadora de valores no município de Confresa, em abril de 2023.
Contra os suspeitos pesam mandados de prisão preventiva pelos crimes de roubo majorado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Polícia Civil não especificou, até o momento, de que forma cada participou do crime.
Leia mais:

As capturas integram a terceira fase da Operação Pentágono. A ação foi coordenada em conjunto pela Superintendência Regional do Sudeste Paraense, pelo Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) de Marabá e pela Gerência de Combate ao Crime Organizado do Mato Grosso. O objetivo principal é cumprir 97 ordens judiciais expedidas pela Terceira Vara Criminal de Barra do Garças. Este volume engloba 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio financeiro de 40 contas bancárias.
O episódio de 2023 deixou marcas profundas na população de Confresa devido à extrema violência e ao uso de moradores como proteção contra a polícia.
CAPTURAS EM MARABÁ
Os dois suspeitos presos em Marabá foram localizados em bairros diferentes da cidade e, em seguida, encaminhados à 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil para os trâmites legais. A primeira prisão ocorreu às 12h10, quando Josivan foi abordado no momento em que chegava à sua residência, na Folha 21, núcleo Nova Marabá.
Mais tarde, por volta das 14 horas, a equipe policial localizou Pablo Henrique em um imóvel na Rua Ari Moreira, no Residencial Tiradentes, núcleo São Félix.
‘VAPOR’ EM CONFRESA
O assalto em Confresa seguiu um modelo criminal norteado pela ocupação forçada de pequenos municípios, modalidade conhecida popularmente como “domínio de cidades” ou “vapor”. Os criminosos utilizaram explosivos de alto impacto e equipamentos de corte térmico em metais para violar as áreas restritas e os cofres da transportadora.
A detonação destruiu integralmente o prédio da empresa e os bens que guarneciam o local. Durante a ofensiva, os moradores da cidade foram feitos reféns e colocados na linha de fogo cruzado. A fuga do grupo exigiu uma mobilização expressiva das forças de segurança estaduais e nacionais para localizar os envolvidos nas regiões de mata.
O avanço investigativo demonstrou que a facção possuía atuação interestadual e uma divisão de tarefas rigorosa. O grupo operava a partir de seis núcleos específicos. O primeiro braço era responsável pelo comando financeiro, o segundo atuava no planejamento logístico, e o terceiro executava o crime. Havia ainda duas bases de apoio e suporte distribuídas estrategicamente entre os estados do Pará e do Tocantins. Por fim, um sexto núcleo operava de forma exclusiva na locação dos veículos utilizados pelos assaltantes na fuga. (Com informações da Polícia Civil do Pará e de Mato Grosso)
Errata: a primeira versão deste texto falava em condenação de Pablo Henrique de Sousa Franco, mas as autoridades não confirmaram, até o momento, em que pé está o processo contra ele. A publicação foi atualizada em 10 de abril.

