📅 Publicado em 12/01/2026 18h25
O pai de Felipe Rodrigues da Cruz, morto por golpe de faca em um bar na Vila 1º de Março, em São João do Araguaia, na madrugada de domingo (11), testemunhou o crime e repassou informações sobre o ocorrido à Polícia Civil.
O Correio de Carajás soube, junto ao órgão, que não houve luta corporal entre a vítima e o suspeito de desferir os golpes, Jaires Ribeiro da Silva, como havia sido inicialmente divulgado.
Antes, também foi divulgado que o crime ocorreu após o esfaqueador se irritar com Felipe pedindo cerveja, mas o pai narrou fatos diferentes à equipe que investiga o caso. De acordo com ele, Felipe teria sido surpreendido pelos golpes de faca, sem chance de defesa, por motivo fútill: o suspeito teria esbarrado na mão da vítima, o que levou a vítima a pedir que ele se afastasse, dando início à discussão que culminou no ataque.
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SUSPEITO PRESO
Jaires Ribeiro da Silva foi autuado em flagrante pelo crime e, em audiência de custódia, a justiça converteu o procedimento em prisão preventiva.
De acordo com a Polícia Civil, na madrugada, a Polícia Militar foi acionada por um funcionário do Hospital Municipal de Marabá relatando a entrada de uma pessoa já em óbito e que apresentava perfurações provocadas por arma branca.
Durante o atendimento da ocorrência, os policiais constataram que outro homem deu entrada na unidade hospitalar com ferimentos semelhantes, o que levantou a suspeita de envolvimento direto no crime.
Ainda no hospital, o pai da vítima fatal foi chamado e reconheceu Jaires Ribeiro, também ferido, como o autor das facadas que resultaram na morte de seu filho. Diante do reconhecimento, a Polícia Militar realizou a custódia do suspeito após a conclusão do atendimento médico, apresentando-o na 21ª Seccional Urbana de Marabá, onde foram colhidos os depoimentos dos policiais e do pai da vítima.
Posteriormente, o homem foi escoltado por policiais civis até a delegacia de São Domingos do Araguaia, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.
Ainda segundo a Polícia Civil, o acusado apresentava duas perfurações na região das costelas, no lado esquerdo do corpo.
As lesões, conforme relato de uma testemunha, teriam sido causadas por agressões de populares após o crime, e não pela vítima.
O próprio suspeito afirmou, em interrogatório, que havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica e alegou não se recordar dos fatos. Apesar de mencionar a possibilidade de legítima defesa, até o momento não há elementos que sustentem essa versão.
A Polícia Civil informou que equipes seguem em diligências na Vila Primeiro de Março para identificar e ouvir mais testemunhas, localizar a faca utilizada no crime e verificar a existência de imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar no esclarecimento dos fatos.
