📅 Publicado em 05/04/2026 11h00✏️ Atualizado em 06/04/2026 10h31
Na noite deste sábado (4), Gláucio Rogério Guterres de Castro, tenente da reserva do Exército Brasileiro, faleceu após sofrer um mal súbito enquanto se exercitava nas imediações da Praça São Francisco, núcleo Cidade Nova, em Marabá.
A ocorrência foi confirmada à reportagem deste CORREIO pelo tenente-coronel Kojak, da Polícia Militar. No local, a suspeita inicial era de que Gláucio teria sofrido um infarto fulminante e a hipótese de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) também foi levantada. A verdadeira causa do óbito, no entanto, só será cravada após a conclusão dos laudos periciais.
De acordo com o relato de testemunhas, o militar realizava sua caminhada quando passou mal. Informações extraoficiais dão conta de que pessoas que transitavam pela via no momento do ocorrido chegaram a prestar os primeiros socorros a Gláucio enquanto aguardavam a chegada do resgate.
Leia mais:O corpo do militar foi recolhido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, onde passará por exames de necropsia antes da liberação.
Desinformação sobre mal súbito e vacina
Com a repercussão do caso nas redes sociais, surgiram comentários associando a morte repentina do ex-militar à vacina contra a covid-19. O Ministério da Saúde, no entanto, já alertou que informações como essa são falsas e não há qualquer evidência científica que ligue os imunizantes a casos de mal súbito.
Segundo a pasta, episódios abruptos desse tipo geralmente têm origem cardiovascular (como infartos, arritmias graves ou AVCs) e estão frequentemente ligados a fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo ou causas genéticas.
Especialistas e órgãos de saúde reforçam que o próprio vírus causador da covid-19 é capaz de agredir o sistema circulatório, aumentando o risco de complicações e mortes. A vacina, pelo contrário, atua como a principal forma de proteção e diminui os riscos.
Estudos amplamente monitorados, como os publicados pela revista científica “Nature”, atestam a segurança e a eficácia das vacinas, descartando qualquer aumento de mortalidade cardíaca em pessoas imunizadas e comprovando que o risco real está em contrair a doença. (Com informações de Josseli Carvalho)

