Igor Fernando Costa Pereira foi preso em flagrante por tráfico de drogas na tarde de segunda-feira (15), em Parauapebas. A prisão aconteceu após uma abordagem de rotina a um motorista de aplicativo que transportava a droga sem saber.
A ocorrência teve início quando os policiais avistaram um motociclista em alta velocidade em uma moto vermelha e decidiram realizar a abordagem. Durante a busca pessoal, foi encontrada uma sacola verde com o condutor. Ao ser questionado, o motociclista explicou que trabalhava como piloto de aplicativo e havia aceitado uma corrida para entregar aquela encomenda a um desconhecido em frente a um bar. Ao averiguar o pacote, os policiais constataram que se tratava de maconha.
O trabalhador alegou que não sabia do conteúdo ilícito e informou que havia retirado a encomenda na VS-10. Temendo represálias de facções criminosas, o motorista preferiu não se identificar formalmente, mas se prontificou a levar os policiais até o local de origem do pacote.
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Como o endereço informado ficava fora da área de atuação daquela guarnição, foi solicitado o apoio de outra equipe da PM. Ao chegarem à Travessa Cristal, na VS-10, o motorista de aplicativo apontou para o suspeito que havia lhe entregue a droga.
Ao notar a presença das viaturas, Igor Fernando tentou fugir correndo em direção a um areal e jogou um celular no chão. Ele resistiu à abordagem, mas foi contido e algemado pelos militares. No bolso dele, foi encontrada outra sacola contendo mais entorpecentes.
Questionado se havia mais substâncias em sua casa, o suspeito alegou que possuía apenas uma quantidade para consumo e autorizou a entrada dos policiais na residência. No entanto, durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram dois sacos com maconha em cima de uma cômoda e uma sacola preta escondida próximo a um galinheiro no quintal, contendo mais tabletes da droga e uma balança de precisão.
No total, foram apreendidos 428 gramas de maconha, uma balança de precisão e três aparelhos celulares da marca Samsung. Igor Fernando assumiu a propriedade da droga e confirmou aos policiais que o motorista de aplicativo não tinha envolvimento com o crime, tendo sido contratado apenas para a entrega.
O trabalhador foi liberado ainda no local e o suspeito conduzido à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. O Correio de Carajás não teve acesso a Igor para ouvir sua versão dos fatos.
