Correio de Carajás

Suspeito de importunação sexual é preso após apontar arma de airsoft para policial

Imagem: Divulgação
Por: Suspeito de importunação sexual é preso após apontar arma de airsoft para policial

Orlean Moraes de Lacerda, de 26 anos, foi preso em flagrante por importunação sexual na tarde de quinta-feira (13), nas proximidades de um posto de combustível na BR-155, em Eldorado do Carajás. Durante a ocorrência, ele teria apontado uma arma de airsoft para um policial militar que havia presenciado a situação. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pela Justiça nesta sexta-feira (14).

Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 15h12 para verificar uma ocorrência nas proximidades do posto. No local, um policial militar que estava de folga e viajava de Marabá para Curionópolis teria flagrado a situação de importunação sexual e sido procurado pela vítima.

Conforme o relato registrado pela PM, o militar abordou o suspeito, que teria sacado uma arma de airsoft e apontado o objeto em direção ao policial. Diante da situação, o agente sacou sua arma de fogo e efetuou um disparo na direção de Orlean. O disparo não atingiu o suspeito.

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Na sequência, o policial conseguiu conter Orlean e solicitou apoio à guarnição de serviço. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado em flagrante pelo crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal.

Prisão convertida em preventiva

O Auto de Prisão em Flagrante foi encaminhado à Justiça nesta sexta-feira (14). Na decisão, o juiz João Vinicius da Conceição Malheiro, 2º juiz auxiliar da 2ª Vara de Juiz das Garantias das Comarcas do Interior, homologou o flagrante e converteu a prisão em preventiva.

Para determinar a prisão preventiva, o magistrado considerou as circunstâncias do caso e o histórico judicial do custodiado. De acordo com a decisão, Orlean possui outros registros criminais, incluindo dois processos em andamento, além de uma medida protetiva de urgência atualmente em curso.

O juiz destacou que esses registros, embora não possam ser utilizados para caracterizar reincidência ou maus antecedentes sem condenação definitiva, podem ser considerados, em conjunto com outros elementos, para avaliar o risco de reiteração delitiva e a necessidade da prisão cautelar.

A decisão aponta ainda que medidas cautelares alternativas à prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal, não seriam suficientes para impedir eventual reiteração de delitos e preservar a ordem pública.

Audiência de custódia

Apesar da conversão do flagrante em prisão preventiva, Orlean ainda deverá passar por audiência de custódia, marcada pela Justiça para a próxima segunda-feira (17), às 9h30, por videoconferência.

A decisão informa que a audiência não foi realizada no prazo inicialmente previsto devido ao elevado número de audiências e ao horário de expediente do Judiciário na data da prisão.

O juiz também determinou a expedição dos documentos necessários, incluindo o mandado de prisão preventiva, e a intimação das partes para a audiência. O caso segue sob investigação e tramitação judicial.