Correio de Carajás

Sumiço de abelhas ameaça Brasil no ranking de exportadores de mel

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Ligadas a uma imagem tão meiga por proliferar flores e frutos, as abelhas estão sendo alvos da mídia do mundo inteiro que faz a seguinte pergunta: Aonde elas foram parar?

França, Inglaterra, EUA, Canadá, Espanha, Suíça e Brasil estão sofrendo com o desaparecimento súbito e sem rastro das abelhas, esse fenômeno que está assustando cientistas e apicultores, pode mudar a posição de destaque do Brasil no ranking dos produtores e exportadores de mel. Há notícias de que apicultores chegaram a perder cerca de 90% de toda a criação. E o espanto não é à toa!

Segundo o pesquisador Bruno Souza, da Embrapa Meio-Norte, o cenário é alarmante e preocupa toda a cadeia apícola.

Leia mais:

“As próximas gerações vão sentir muito os efeitos da redução das abelhas, se não for feito alguma coisa para reverter essa situação”, alerta Thiago Gama, gerente-geral da empresa Wenzel’s Apicultura, instalada no município de Picos, a 307 quilômetros a Sudoeste de Teresina.

A Wenzel’s Apicultura é uma das importantes do setor no Nordeste. Criada em 1990 pelo paulista Arnaldo Wenzel, a empresa exportou em 2016 cerca de 200 toneladas de mel, faturando mais de 20 milhões de reais. Para este ano, a expectativa do gerente é que as exportações superem 2016. Gama lembra que a atividade apícola é essencial à vida, “pois com ela acontece a polinização das plantas”.

Cientista e apicultores, assim como Gama, procuram encontrar as causas do problema denominado Desordem do Colapso das Colônias (DCC): o uso indiscriminado dos agrotóxicos nas lavouras, o desmatamento e as mudanças climáticas.

O DCC é caracterizado pela rápida diminuição de abelhas operárias em uma colônia, afetando diretamente a produção de mel, própolis, pólen apícola e geleia real. Gama citou como exemplo, já comprovado em testes de laboratório, o herbicida Glifosato como um dos mais nocivos às abelhas.

Exportação

De janeiro a setembro deste ano, o Brasil já exportou quase 21 mil toneladas de mel, faturando 93,4 milhões de dólares. Em todo o ano de 2016, as exportações chegaram a pouco mais de 24 mil toneladas, com um faturamento de 92 milhões de dólares. O maior importador foram os Estados Unidos. A informação é do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O mel é o mais importante produto apícola da pauta de exportação  brasileira. De Norte a Sul do País, a produção de mel é uma atividade que se mantém firme. Em 2016, segundo o IBGE, o Brasil produziu quase 40 mil toneladas.

Confira o ranking:

Rio Grande do Sul – 6.283 toneladas

Paraná – 5.992 toneladas

Minas Gerais – 4.906 toneladas

São Paulo – 3.642 toneladas

Piauí – 3.048 toneladas

Um trabalho de fôlego para buscar soluções para o problema, será desenvolvido de 16 a 18 deste mês, em Teresina, durante o Simpósio sobre Perda de Abelhas no Brasil. O evento, que é uma realização da Embrapa Meio-Norte, Sebrae e Ministério do Meio Ambiente e acontecerá no auditório Bristol Grande Hotel Arrey, na zona leste da capital do Piauí, reunirá cientistas brasileiros, norte-americanos, franceses e australianos.

Albert Einstein, há mais de 60 anos, alertou: “Olhem as abelhas, se elas sumirem, a humanidade tem no máximo quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais, a polinização é a grande responsável pela produção de alimentos”. (Estadão)

Ligadas a uma imagem tão meiga por proliferar flores e frutos, as abelhas estão sendo alvos da mídia do mundo inteiro que faz a seguinte pergunta: Aonde elas foram parar?

França, Inglaterra, EUA, Canadá, Espanha, Suíça e Brasil estão sofrendo com o desaparecimento súbito e sem rastro das abelhas, esse fenômeno que está assustando cientistas e apicultores, pode mudar a posição de destaque do Brasil no ranking dos produtores e exportadores de mel. Há notícias de que apicultores chegaram a perder cerca de 90% de toda a criação. E o espanto não é à toa!

Segundo o pesquisador Bruno Souza, da Embrapa Meio-Norte, o cenário é alarmante e preocupa toda a cadeia apícola.

“As próximas gerações vão sentir muito os efeitos da redução das abelhas, se não for feito alguma coisa para reverter essa situação”, alerta Thiago Gama, gerente-geral da empresa Wenzel’s Apicultura, instalada no município de Picos, a 307 quilômetros a Sudoeste de Teresina.

A Wenzel’s Apicultura é uma das importantes do setor no Nordeste. Criada em 1990 pelo paulista Arnaldo Wenzel, a empresa exportou em 2016 cerca de 200 toneladas de mel, faturando mais de 20 milhões de reais. Para este ano, a expectativa do gerente é que as exportações superem 2016. Gama lembra que a atividade apícola é essencial à vida, “pois com ela acontece a polinização das plantas”.

Cientista e apicultores, assim como Gama, procuram encontrar as causas do problema denominado Desordem do Colapso das Colônias (DCC): o uso indiscriminado dos agrotóxicos nas lavouras, o desmatamento e as mudanças climáticas.

O DCC é caracterizado pela rápida diminuição de abelhas operárias em uma colônia, afetando diretamente a produção de mel, própolis, pólen apícola e geleia real. Gama citou como exemplo, já comprovado em testes de laboratório, o herbicida Glifosato como um dos mais nocivos às abelhas.

Exportação

De janeiro a setembro deste ano, o Brasil já exportou quase 21 mil toneladas de mel, faturando 93,4 milhões de dólares. Em todo o ano de 2016, as exportações chegaram a pouco mais de 24 mil toneladas, com um faturamento de 92 milhões de dólares. O maior importador foram os Estados Unidos. A informação é do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

O mel é o mais importante produto apícola da pauta de exportação  brasileira. De Norte a Sul do País, a produção de mel é uma atividade que se mantém firme. Em 2016, segundo o IBGE, o Brasil produziu quase 40 mil toneladas.

Confira o ranking:

Rio Grande do Sul – 6.283 toneladas

Paraná – 5.992 toneladas

Minas Gerais – 4.906 toneladas

São Paulo – 3.642 toneladas

Piauí – 3.048 toneladas

Um trabalho de fôlego para buscar soluções para o problema, será desenvolvido de 16 a 18 deste mês, em Teresina, durante o Simpósio sobre Perda de Abelhas no Brasil. O evento, que é uma realização da Embrapa Meio-Norte, Sebrae e Ministério do Meio Ambiente e acontecerá no auditório Bristol Grande Hotel Arrey, na zona leste da capital do Piauí, reunirá cientistas brasileiros, norte-americanos, franceses e australianos.

Albert Einstein, há mais de 60 anos, alertou: “Olhem as abelhas, se elas sumirem, a humanidade tem no máximo quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais, a polinização é a grande responsável pela produção de alimentos”. (Estadão)

Comentários

Mais

Fiocruz: acordo vai combater transmissão congênita da doença de Chagas

Fiocruz: acordo vai combater transmissão congênita da doença de Chagas

Um convênio assinado hoje (14) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a agência internacional Central Internacional para a Compra de…
Abertura de empresas bate recorde em 2020, diz Serasa

Abertura de empresas bate recorde em 2020, diz Serasa

Em 2020, foram abertas 3,3 milhões de novas empresas, segundo levantamento da Serasa Experian. O número representa um crescimento de…
Covid: saúde mental piorou para 53% dos brasileiros sob pandemia, aponta pesquisa

Covid: saúde mental piorou para 53% dos brasileiros sob pandemia, aponta pesquisa

Mais da metade dos brasileiros entrevistados por uma pesquisa declararam que sua saúde emocional e mental piorou desde o início…
Como escolher um bom café? Mitos e curiosidades sobre a bebida queridinha dos brasileiros

Como escolher um bom café? Mitos e curiosidades sobre a bebida queridinha dos brasileiros

A segunda bebida mais consumida no mundo é também aquela que hoje serve como instrumento para aproximar ainda mais as…
Terminam hoje inscrições para o Sisu do primeiro semestre

Terminam hoje inscrições para o Sisu do primeiro semestre

Termina hoje (14), às 23h59, o prazo de inscrições para o processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do primeiro semestre…
Decisão judicial ratifica atuação da Arcon no combate ao transporte clandestino

Decisão judicial ratifica atuação da Arcon no combate ao transporte clandestino

Decisão favorável do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), no final do mês passado, ratifica o poder de…